A exposição “ComCiência”, que levou o universo fantástico da artista australiana Patricia Piccinini para o Centro Cultural Belo Horizonte, bateu recorde de público. Não só do CCBB-BH, mas de exposições na capital mineira. Foram 311.665 visitantes, superando a exposição "Magia de Escher", recordista até então, que havia levado 203.668 ao Palácio das Artes, em 2013.

A visitação terminou ontem (9), depois de três meses em cartaz. Quem deixou para o último dia, precisou de paciência para enfrentar a fila que deu a volta no prédio, que integra o Circuito Liberdade. A abertura havia atraído mais de 7 mil pessoas. A média diária de público recebido pelo espaço foi de 4,2 mil pessoas.

O sucesso de público pode ser atribuído, em parte, pelo interesse das pessoas, de diversas idades, em desvendar o universo criado por Patricia Piccinini, bem como as formas, expressões e situações que sugerem o seu amplo acervo artístico. Fruto de um olhar curioso, interessado na genética e nas relações humanas, as obras de Piccinini provocam, num primeiro momento, estranhamento, e, num segundo olhar, afetividade. O hibridismo presente em seu trabalho, por mais que se trate de criaturas incomuns, está envolta de gestos afetuosos.

A mostra “ComCiência”, que já havia atraído mais de 1 milhão de visitantes, de passagem pelos CCBBs São Paulo, Brasília e Rio de Janeiro, concluiu a temporada em Belo Horizonte. Vale lembrar que o CCBB-BH já havia promovido grandes mostras, como “Mondrian e o Movimento De Stijl” (154.771 visitantes) e “Kandinsky: Tudo Começa Num Ponto” (129.791 visitantes).