Na primeira edição, o Festival de Comida e Cultura Sírio-Libanesa foi um sucesso de público. Mesmo sem grande repercussão, o evento realizado na Savassi, neste sábado (21), atraiu um número de visitantes bem maior do que o esperado. Às 14h, o evento já havia recebido 8 mil pessoas, público aguardado para todo o dia de evento, previsto para durar até o início da noite.

Na porta do evento, na esquina de ruas Santa Rita Durão e Pernambuco, havia uma imensa fila de pessoas que aguardavam a oportunidade para entrar. “Estamos impressionados com o número de pessoas na festa. Como foi a primeira edição, não fizemos divulgação do festival. Queríamos ver primeiro como seria a adesão do público”, afirma Mayko Youssef, um dos responsáveis pela produção da festa.

Um dos objetivos do evento foi promover o encontro entre integrantes das comunidades síria e libanesa e valorizar a produção gastronômica dessas pessoas. Uma das barracas de comida mais procuradas pelos visitantes foi a Síria Gourmet, criada por três jovens sírios que migraram para o Brasil há pouco tempo, para fugir da guerra que assola o país árabe.

Nadeen Zakour, de 26 anos, é uma das sócias da Síria Gourmet, microempresa alimentícia que funciona de segunda a sábado, na rua Goitacazes, no Centro. Ela migrou para Belo Horizonte há três anos com o marido, contando com a ajuda de parentes que vivem na capital mineira há algumas décadas.

Primeiramente, ela trabalhou em uma fábrica de massas, enquanto o marido ajudava na igreja São José. Há quatro meses, os dois montaram a barraca de comida árabe e estão satisfeitos com o resultado. “Estamos na correria, mas felizes”, garante ela, que teve uma filha há nove meses e sonha em poder voltar à Síria para mostrar a terra natal para a primeira brasileira da família.

“Ninguém sabe direito o que está acontecendo na Síria, mas o nosso país merece amor e paz. Rezamos para que tudo volte ao normal”, conta.

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O sanduíche de pão sírio foi o carro-chefe da barraca Síria Gourmet, onde trabalharam apenas refugiados

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