A palavra “crise” não existe no vocabulário da Companhia Sesc de Dança. Criada em 2013, já criou 15 espetáculos, de pequena e média duração. Só nesse ano, foram três, o último deles poderá ser visto hoje e amanhã, no Grande Teatro do Sesc Palladium.
 
Serão apresentadas as coreografias “Entropia”, de Allan Falieri, e “O Eu do Qual Somos Parte”, de Mário Nascimento. “É um projeto cultural privilegiado dentro do atual momento da economia”, registra Priscila Fiorini, coordenadora artística da companhia.
 
Ela destaca o pioneirismo do projeto, sendo a primeira regional do Sesc a contar com um corpo estável de dança. “Todos os participantes são funcionários do Sesc, o que traz uma segurança muito grande para eles, com um trabalho mais estável”.
 
O fato de apresentar três espetáculos no mesmo ano não chama a atenção apenas pelo número. Cada um teve uma proposta diferente, apresentando linguagens diversas, do clássico ao contemporâneo, assinados por artistas em desenvolvimento e por nomes reconhecidos.
 
“É uma maneira de levar ao público visões diferentes da dança. “Estamos fechando o ano com dois artistas de experiência nacional e internacional. Cada um tem a sua característica, diversidade que será aproveitada no desenvolvimento do trabalho dos bailarinos”, destaca.
 
Novidade que está muito presente na coreografia de Falieri, em que “os bailarinos se redescobrem na busca de movimentos próprios, como se fossem páginas em branco, em que reescrevessem a linguagem contemporânea, exigindo muita improvisação na criação”.
 
Sobre Mário Nascimento, a coordenadora enfatiza a questão do sincronismo, com várias cenas acontecendo dentro do mesmo espaço. “É um momento de muito amadurecimento para a equipe como um todo, de apropriação do universo de dois grandes coreógrafos”.
 
Serviço: Estreia dos espetáculos “Entropia” e “O Eu do Qual Somos Parte. Hoje, às 21h, e amanhã, às 19h[/PE_BIOG], no Grande Teatro do Sesc Palladium (rua Rio de Janeiro, 1046). Ingresso: R$ 10 e R$5 (meia)