“Acontecem muitos festivais, muitas competições, mas eu sempre quis fazer um evento que não fosse assim. Queria pensar em algo onde as pessoas não competissem, mas sim estivessem lutando para que as outras se tornassem tão boas quanto elas”, afirma Elaine Reis, explicando o formato do I Simpósio Internacional de Belo Horizonte, que acontece de hoje a domingo e que é idealizado e dirigido por ela.

Tendo como tema “Experiência e Maturidade – a história viva da dança registrada nos corpos de grandes mestres, passada de geração em geração”, ela explica que um dos objetivos do evento é destacar a cena brasileira. “A intenção é valorizar a maturidade e a sabedoria. Todos os profissionais têm um tempo de estrada, mais de 30 anos de atuação. E eles têm muito a ensinar não só pelo estudo, mas pela experiência vivida pelo corpo deles”, diz ela. “É importante valorizar a prata da casa. Temos grandes artistas e grandes promessas de artistas”, justifica.

A diretora reforça que a proposta do simpósio, que acontece pela primeira vez na capital, é promover o intercâmbio entre estudante, professores e grandes nomes da dança brasileira e também internacional. Para isso, além da mostra selecionada de espetáculos, o evento programa também palestras, workshops, seminários e cursos voltados tanto para professores quanto para outros profissionais da área. “Estamos trazendo grandes nomes que atuam no Brasil, como a Erika Novachi, o Mario Nascimento, a Dudude Herrmann”, destaca Reis.

Além dos representantes brasileiros (e principalmente os mineiros, que são maioria entre os convidados), a programação também traz à capital nomes internacionais como o bailarino e coreógrafo argentino Luis Arrieta, a coreógrafa e professora italiana Roberta Fontana e o dançarino italiano Tony Boundancer.

A nova geração de artistas também ganha espaço no evento, que promove uma Mostra Não Competitiva. Ela explica que ela funciona como uma espécie de concurso, mas sem pontuação. “Os jurados darão um feedback para os bailarinos a partir de uma observação mais rica, apresentando pontos a serem trabalhados”, diz. “Esperamos que seja um grande encontro, uma grande reunião de artistas que possam trocar conhecimento, sem aquela hierarquia, mas sim como uma coisa mais horizontal”, almeja Reis.

Aberta ao público, a Mostra acontece amanhã e no sábado no Teatro Sesiminas. “Nossa intenção é abrir um espaço para que os bailarinos possam se enriquecer em termos de estudo e que possam também mostrar seu trabalho nos palcos”, diz Reis.

Serviço: I Simpósio Internacional de Dança de Belo Horizonte, de hoje a domingo, no Teatro Sesiminas (Rua Padre Marinho, 60 – Santa Efigênia) e no Studio It (Rua Alumínio, 22 – Serra). Inscrições: de R$150 a R$ 550. Veja a programação completa em: www.sid.art.br