A atriz Elizabeth Savala retorna a BH com o monólogo “A.M.A.D.A.S – Associação de Mulheres que Acordam Despencadas”. Em cartaz no Teatro Sesiminas, no sábado e domingo, a peça trata com humor o comportamento das mulheres diante do envelhecimento e das cobranças cada vez mais fúteis e superficiais da sociedade atual.

“É uma grande comédia. Divertida. Hilariante. Com muitas partes de cena aberta, porque as pessoas se identificam muito com ela”, garante a atriz, que encarna Regina Antônia, uma mulher que chega a meia idade e se vê pressionada a não envelhecer.

Se na peça as angústias e inseguranças da personagem são tratadas de forma bem humorada, fora dos palcos, Elizabeth acredita que não apenas o envelhecimento, mas também todos os problemas da vida devem ser tratados da mesma maneira.

“Eu não vou me levar a sério. Existem coisas muito importantes na sua personalidade, como a sua ética, sua educação, que vem de casa. Mas eu acho que fora isso, você tem que rir, porque a vida é engraçada”, diz a atriz, que reconhece também os percalços do envelhecimento.

“Envelhecer não é agradável. Dá trabalho, seu corpo não é mais o mesmo”, afirma, mas sem deixar o bom humor de lado. “Melhor idade é só para o médico, porque precisamos investir mais na saúde. Comprar remédios, exames”.

Carreira

Com mais 40 anos de experiência, era de se esperar que o tempo tornasse tudo mais fácil, mas a atriz rechaça essa ideia. “O tempo, ao invés de ajudar, piora tudo”, confessa ela, acrescentando que se torna cada vez mais autocrítica e exigente.

“A cada personagem, eu quero inovar. Sempre fico tensa quando tenho um papel novo. É sempre um desafio”, conta a Elizabeth, que aos 62 anos, garante se sentir nova e com muita coisa a aprender. “A minha profissão é uma profissão longeva. Esse é o desafio. Eles sempre precisam de uma avó, de uma bisavó”, brinca.

Serviço: “A.M.A.D.A.S – Associação de Mulheres que Acordam Despencadas” – Sábado, às 21h, domingo, às 19h, no Teatro Sesiminas (r. Padre Marinho, 60). Ingressos: R$ 120 e R$ 60 (meia)