O título “Paulo Laender – Uma Trajetória” não é por acaso. Foi justamente no Minas Tênis Clube, que abrirá a exposição ao público a partir de hoje, que o artista mineiro deu os primeiros passos no campo das artes visuais, em 1963.

“Foi na antiga sede do Minas Tênis que mostrei pela primeira vez o meu trabalho. A instituição mantinha uns programas culturais, dirigidos por Palhano Júnior, grande incentivador na época, que me lançou, e o (Amadeo) Lorenzato, além de outros artistas”, registra.

Para contar um pouco dessa longeva trajetória, Laender exporá mais de 70 obras, que bebem na fonte modernismo com características do Cubismo e da Art-dèco, um dos primeiros alunos de Guignard a romper com a características do mestre e cunhar um estilo próprio.

“A ideia da mostra é de um percurso, de exibir todas as minhas fases. Na apresentação do (crítico de arte) Olívio Tavares de Araújo, ele observa que um dos aspectos interessantes da exposição é a possibilidade de misturar peças que são distantes, mas que criam um diálogo sem se chocarem”, salienta.

Depuração

Laender explica que apresentou um número maior de peças de seu acervo pessoal para que Olívio e o artista Mário Zavagli escolhessem. 
“Queria uma possibilidade de leitura que fosse diferente da minha. Foi um processo de depuração, o que foi ótimo, pois é uma maneira de enxergar a minha obra por outro prisma”, avalia o artista.

É por oferecer esse tipo de leitura que Laender prefere não chamar “Uma Trajetória” de retrospectiva. A mostra inclui esculturas, relevos, pinturas, gravuras e objetos e permanecerá na Galeria de Arte do Centro Cultural Minas Tênis Clube até 4 de janeiro. 

Exposição “Paulo Laender – Uma Trajetória”. De hoje até 4/1, na Galeria de Arte do Centro Cultural Minas Tênis Clube (Rua da Bahia, 2244 – Lourdes). De terça a sábado, de 10h às 20h. Domingos e feriados, de 11h às 19h. Entrada franca.