Um das linguagens elementares do hip hop, o grafite vem, nas últimas décadas, se deslocando das ruas para as galerias. De Basquiat aos Gêmeos, a mais conhecida expressão das artes urbanas ocupou novos espaços e se potencializou para além dos muros. Em Belo Horizonte, uma prova disso é a mais nova exposição do projeto Arte Favela, “Memórias Urbanas”, que fica até dia 1º de abril no Museu Inimá de Paula. 

A mostra reúne 35 telas, criadas a partir de diferentes técnicas e identidades por sete artistas convidados pelo projeto. Tratam-se de nomes conhecidos da cena do grafite, que tem trabalhos comumente vistos pelas ruas da capital: Ataide Miranda, ED-Mun, Gud Assis, Hely Costa, John Viana, Nilo Zack e Scalabrini Kaos.

Idealizador da mostra, Hely Costa conta que esta é a terceira exposição feita pelo projeto no Inimá de Paula. “Eles acreditaram na proposta de levar a arte urbana para esse espaço do museu e, então, fizemos duas exposições. Uma homenageava Carlos Drummond de Andrade e outra tratava os cenários da cidade”, conta. “Agora, surgiu a ideia de tratar o grafite como uma memória urbana, por ser uma arte muito momentânea”.

“Na rua, as obras somem rapidamente e permanece apenas na memória do artista, em fotos e recordações. A ideia é trazer para o museu trabalhos em tela, mas que mantêm a proposta estética das ruas”, continua Costa, lembrando que a montagem também remete ao espaço urbano. "Distribuimos as obras como se fosse na rua, uma ao lado da outra, sem separar por artista. São telas bem coloridas, de artistas importantes que vêm contribuindo com o Arte Favela”.

Serviço: A exposição “Memórias Urbanas” fica até dia 1º de abril, no Inimá de Paula (rua da Bahia, 1.201, Centro). A entrada franca.