O que é arte contemporânea? A pergunta é o ponto de partida para o novo projeto do Google, que reúne obras do acervo de 51 instituições ao redor do mundo. Dentre fotografias, esculturas, quadros e outras formas de expressão, a plataforma online apresenta uma infinidade de conteúdos, que vão desde o audiovisual ao editorial e que permitem o contato com obras, museus e várias informações sobre o tema.

Segundo Alessandro Germano, diretor de parcerias estratégias do Google para a América Latina, um dos objetivos fundamentais da iniciativa é a democratização do acesso à cultura e à arte. Não por acaso, o projeto faz parte do Google Arts & Culture, plataforma com diversas ações voltados aos temas. “É uma iniciativa de muitos anos, temos vários outros projetos disponíveis. Há um tempo apresentamos a arte de performance e agora acreditamos que chegou o momento da arte contemporânea”, afirma. “É importante dar esse foco, porque é um tipo de arte que às vezes é pouco compreendido pelo público”, pontua o diretor.

Germano explica que para além do acesso facilitado – somente dentre as instituições brasileiras participantes, são mais de 3.200 obras de arte contemporânea disponíveis – a plataforma tem outros objetivos. “Ela é muito usada por professores e nós incentivamos isso”, diz. “Além disso, queremos também desmistificar a interação entre as pessoas e os museus. É uma porta aberta para que muita gente que não acha que a arte faz parte da realidade dela perca um pouco do receio”, observa.

Apesar do êxito do projeto, Germano lembra que a plataforma chegou a enfrentar resistência quando lançada. “Achavam que as pessoas deixariam de visitar os museus. Mas o que acontece é o contrário, a divulgação dessas instituições e obras faz com que o interesse das pessoas aumente”, sublinha. “Para o usuário o projeto também tem um valor enorme, porque facilita o acesso a museus de todo mundo. Através da internet, você acaba podendo ter um contato com aqueles espaços”, acrescenta.

Google Arts & Culture


Como funciona?

Totalmente gratuita, a plataforma pode ser acessada através do site artsandculture.google.com/project/contemporary-art, sem a necessidade de um login ou conta.

Reunindo diversas ferramentas do Google – desde vídeos no YouTube ao Street View, que permite a visita a exposições físicas e museus ao redor do mundo – o projeto está disponível também através do celular, em aplicativos disponíveis para Android e iOS.

Inhotim

Minas Gerais não fica de fora do projeto, com três representantes: o Centro Cultural Banco do Brasil, em Belo Horizonte, o Instituto Moreira Sales, em Poços de Caldas e o Inhotim, em Brumadinho.

Este último, que inclusive lançou duas exposições virtuais exclusivas para a plataforma na última semana: “Cildo Meireles no Inhotim: Redimensões do olhar” e “Arte ao ar livre”.

María Eugenia Salcedo, diretor artística adjunta de Inhotim, explica que a intenção das mostras é apresentar experiências e roteiros que sejam diferentes daqueles proporcionadas na visita ao espaço físico. “Esses roteiros online abrem um caminho para a abstração, para imaginar e caminhar de outra forma. Para quem nunca visitou Inhotim é uma possibilidade de explorar o espaço mesmo sem estar lá”, ressalta. “São recortes que apresentam uma forma refrescante de olhar para essas obras e para os jardins”, define.

Salcedo destaca ainda a importância do projeto. “Consideramos essa iniciativa como uma extensão de Inhotim, como um novo braço e uma nova forma de nos comunicarmos com o público. Não é só um alimento para as pessoas, mas também para nós. Esse contato com o público é o que nos mantém vivo”, destaca.

Inhotim

INHOTIM - Instituto lançou na última semana duas exposições na plataforma