A simplicidade de composições inseridas em um universo de harmonias a arranjos elaborados. É a partir desse flerte entre o leve e o denso, que o músico José Luis Braga constrói a sonoridade de “Nossa Casa”, seu primeiro trabalho solo, que ele lança no domingo, no Teatro Bradesco.

Braga confessa que o disco já era um desejo antigo, surgido em 2012. “Queria explorar uma linguagem e um repertório que não estava contemplado no Graveola”, diz o músico, referindo-se ao grupo do qual é fundador. “A partir disso acionei algumas pessoas que eu achei que tivessem a ver com esse material”, conta, destacando, dentre as participações, o músico Rafael Pimenta, que assume os arranjos e a produção do disco.

O álbum possuí uma trajetória narrativa bem definida. Começa com a canção “Nossa Casa”, “um convite para se construir uma vida em conjunto”, como explica, e termina com “Andarilho”, que ressalta um eu-lírico que vai viver no mundo. Além disso, o trabalho segue uma lógica de lado a e lado b. “As primeiras faixas trazem uma mensagem mais positiva, mais leve. Da quinta música em diante os temas começam a ficar um pouco mais... não diria negativos, mas delicados” explica.

Apesar da relação entre as composições, Braga sublinha que o trabalho aborda temas variados. “São vários temas cotidianos, espirituais. Coisas comuns mesmo, sem uma ideia ou um objetivo específico em cada letra”, pontua.

Nossa Casa

Canção que abre e dá nome ao disco de Braga, o título também evidência a atmosfera proposta pelo músico em seu trabalho. “Tem a ver com uma tentativa de tornar esse produto sonoro familiar e aconchegante. De abraçar a pessoa que está ouvindo de uma forma que ela se sinta acolhida e tenha prazer em ouvir aquele material, aquelas informações, que não são tão simples”, explica.

Serviço: Jose Luis Braga lança “Nossa Casa”, domingo, no Teatro Bradesco (rua da Bahia, 2244 – Lourdes). R$ 20 (inteira), R$ 10 (meia)