“Eu não serei um astro do rock, eu serei uma lenda”, disse Freddie Mercury aos membros da banda que estava formando em 1970, o Queen. A habilidade com a qual o astro do rock guiava suas legiões de fãs e seu timbre único impressionam até hoje. Tanto que na semana que completa 25 anos de sua morte, artistas retomam sua biografia.

Caso do espetáculo “Freddie Rock Star – The Show Must Go On!”, que estreia nesta quinta-feira – data exata do falecimento do cantor – no Teatro Sesiminas, em Belo Horizonte. “Escolhemos a data para dar mais energia ao espetáculo”, afirma o ator Fábio Schmidt, de 36 anos, que encarna a lenda do rock desde 2005. 

A montagem revive fatos da trajetória do cantor, curiosidades, canções consagradas e também lança o olhar para o ser humano por trás do mito. “A gente fala da fama, mas também do cara que tem saudade dos gatos, se sente sozinho e não dorme”, comenta Schmidt.

O espetáculo resulta de uma mistura entre performance, teatro documentário e linguagem audiovisual, onde as músicas também criam a dramaturgia, que não segue uma ordem cronológica. “São cenas dinâmicas. Tudo começa com um programa de rádio chamado ‘Rádio Ga Ga’, que está fazendo uma homenagem a ele (Freddie)”, elucida. “Quem não conhece nada da carreira de Freddie Mercury vai sair do teatro com informações preciosas”, acrescenta.

A primeira aparição de Schmidt como Freddie aconteceu por sua semelhança com o cantor, em 2005. “Foi em uma festa de aniversário. Demos uma performance de presente para o aniversariante. E na época uma amiga disse que eu era parecido com ele. E fui de Freddie”, rememora. Até então sua ligação com as músicas do Queen era a lembrança do irmão mais velho ouvindo “I Want To Break Free”, no começo dos anos 90. 

“Depois disso me profissionalizei. Em 2015, mergulhei de cabeça na obra dele, para fazer a peça. E agora coleciono biografias e discos. Ele era um cara perseverante e à frente do seu tempo”, pontua o ator. 

Serviço: “Freddie Rock Star – The Show Must Go On!”, no Teatro de Bolso do Sesiminas (rua Padre Marinho, 60). De 24 a 30/11, às 20h. Ingresso: R$ 20 e R$ 10 (meia)

"Ele não era só a voz do Queen, mas a alma da banda"
Há 16 anos a banda mineira Lurex leva ao público as canções de seus ídolos. Nesta sexta-feira (25), o grupo cover do Queen se apresenta no Lord Pub (rua Viçosa, 263, São Pedro), com um show em homenagem aos 25 anos de morte do líder Freddie Mercury. 

“Ele não era só a voz do Queen, mas a alma da banda. Tinha uma performance que agrada desde crianças até os mais velhos. Ele é atemporal”, considera o baterista do Lurex, Renato Amand. 

A ideia de montar uma banda cover surgiu há 25 anos. “Eu e meu irmão Reinaldo (vocalista da banda) sempre fomos muito fãs de Queen. Quando Freddie morreu tivemos a ideia da banda. Em 1991 quase ninguém fazia cover”, rememora Renato. Mas os irmãos só conseguiram colocar o desejo em prática nove anos depois. “Demorou esse tempo porque tínhamos que formar a banda”.

Para o baterista, a banda Queen termina com o falecimento de Freddie, e agora fica viva a lenda. “A banda agora é como um tributo mesmo. Tanto que não gravaram nada novo. Não existe outro vocalista. Tanto que o projeto que roda agora se chama Queen + Adam Lambert”, analisa.

Rock in Rio
Mesmo com essas ressalvas, os integrantes da banda Lurex acompanham cada passo do Queen. No ano passado estiveram no Rock in Rio para conferir a performance dos músicos com o cantor Adam Lambert. “Foi mais do que fantástico. Gosto muito de ouvir o som deles ao vivo”, comenta Renato. Além de assistir ao show, eles se apresentaram em um dos estúdios de patrocinadores do evento. “A sensação era de tocar em um dos palcos do evento. Foi maravilhoso”.

A banda se apresenta frequentemente no circuito do rock de Belo Horizonte e em cidades do interior, além do encontro anual “Queen Day”, em São Paulo. “Já tivemos um convite do fã-clube oficial para tocar fora do Brasil, mas não fomos por falta de verba para as passagens”, lamenta.

Lurex
Lurex – Os integrantes da banda mineira conferiram a performance do Queen com Adam Lambert no Rock in Rio 2015

Dois álbuns caprichados chegam às lojas para presentear fãs
Dois lançamentos de disco marcam os 25 anos sem o ícone do rock. “Freddie Mercury: Messenger of The Gods” é uma coletânea de singles do cantor que cobre o período entre 1973, quando lançou “Larry Lurex”, e 1993, ano em que foram lançadas duas canções póstumas, “In My Defence” e “Living On My Own”. A coletânea traz dois discos e um encarte com fotos raras do cantor.

“Queen On Air” é o lançamento mais recente. Disponível em CD duplo e triplo, vinil e ainda uma edição para colecionador com seis CD’s, o álbum traz versões inéditas das músicas apresentadas nas sessões da rádio londrina BBC, além de entrevistas.

Reunindo apresentações de fevereiro de 1973 até outubro de 1977, o álbum soma 24 gravações em versões alternativas do primeiro single, takes únicos de clássicos dos primeiros álbuns e até uma versão radicalmente reinventada de um dos mais conhecidos hinos do Queen, “We Will Rock You”, divulgada há pouco menos de um mês. Outras canções presentes no álbum são “Keep Yourself Alive”, “Liar”, “See What A Fool I’ve Been”, “Seven Seas Of Rhye” e “Modern Times Rock’n’Roll”. 

Além Disso
Uma das poses mais conhecidas da performance do artista nos palcos virou meme na internet. Não é difícil ver as pessoas compartilhando a imagem nas redes sociais sempre quando tem um sentimento de vitória envolvido na postagem.

Meme freddie mercury

Além da internet, o astro do rock vai ganhar as telas do cinema. Intitulado “Bohemian Rhapsody”, o filme, ainda sem data para estreia, tem como produtor o vencedor do Oscar Graham King (“Os Infiltrados”), que enfrentou anos de contratempos na Sony. Anthony McCarten (“A Teoria de Tudo”) escreveu a última versão do roteiro. Rami Malek, premiado ator da série “Mr. Robot”, foi escalado para o papel. Bryan Singer, da franquia “X-Men”, negocia para assumir a cinebiografia.