Para marcar os 30 anos de morte do poeta Carlos Drummond de Andrade, será lançado na noite do próximo dia 17 o livro “Descendo a rua da Bahia, a correspondência entre Pedro Nava e Carlos Drummond de Andrade”, no Museu Inimá de Paula. A obra contém fotos e escritos inéditos e a correspondência completa entre os dois amigos.

Organizada por Eliane Vasconcellos e Matildes Demétrio dos Santos, a edição apresenta, além de um conjunto de 63 cartas, cartões e pequenos bilhetes, acrescidos de poemas e crônicas, uma rica iconografia com cerca de 80 fotos, grande parte delas inéditas e pertencente ao acervo pessoal dos dois escritores, depositados no Arquivo-Museu de Literatura Brasileira da Fundação Casa de Rui Barbosa, no Rio de Janeiro.

Além do acervo de Nava e Drummond, Eliane e Matildes tiveram acesso ao arquivo de Plínio Doyle, o amigo que criou o Sabadoyle – reuniões que aconteciam sábado à tarde no apartamento de Doyle em Ipanema, no Rio.

O livro acompanha a relação dos dois mineiros que se tornaram vozes centrais da literatura brasileira ao longo de mais de 50 anos. Pedro Nava (Juiz de Fora, 1903), médico de formação e escritor, nos legou obras como Baú de ossos, Beira-mar e poemas antológicos como “O defunto” e “Mestre Aurélio entre as rosas”.

Carlos Drummond de Andrade (1902), natural de Itabira, inaugurou o chamado segundo modernismo com poemas tão marcantes quanto “No meio do caminho” e “Poema de sete faces”, publicados em Alguma poesia (1930), seu livro de estreia.