O Pikachu está sempre nos pensamentos de Marco. O garoto vive se imaginando em meio a aventuras com o Pokémon mais querido da série de desenhos e mangás. Mas, quando o assunto parte para a vida real, aí o garoto titubeia. A história, no entanto, não termina por aí. Contada no livro “Férias no Acampamento Pikachu: Histórias Não Oficiais Para Colecionadores de Pokémon” (Editora Valentina, 104 páginas, R$ 24,90), de Alex Polan, a trama reserva aos leitores uma viagem cheia de peripécias. 

Assim como Marco, o autor da obra adora Pokémon. Tanto que coleciona cards desde 1998 e, vez ou outra, imagina ver o lendário Kyogre em frente à sua casa, em São Francisco (EUA), que tem vista para o Oceano Pacífico. Polan tem também um gato tão ranzinza e bravo quanto Meowth. Com esse histórico, dá para entender de onde vem as inspirações para o livro teen, o primeiro de uma série de publicações. 

Com uma linguagem divertida, o escritor traz mensagens sobre o espírito de equipe e a importância da amizade e de se respeitar regras. Isso é possível por meio do núcleo de amigos formado por Marcos, Logan, Maddy e Nischa. 

A união faz a força

O quarteto se conhece no Acampamento Pikachu e integra a equipe Treecko, o Pokémon lagarto. Juntos, eles participam do jogo capture-a-bandeira, no qual o time vencedor será o que tiver o maior número de bandeiras. Como recompensa, o grupo vitorioso ganha o troféu Pokébola, além de seus integrantes terem os seus retratos no “Hall da Fama” do acampamento.

Um grande inimigo, no entanto, pode colocar tudo a perder: a equipe Fennekin, do Pokémon raposa, que começa logo ganhando um dos desafios. A Treecko, porém, tem a vantagem de ter na equipe a criativa Nisha, que está sempre inventando estratégias; a doce Maddy e suas Pokélinas; a agilidade de Logan, que nunca perde o prazo para atacar; e, claro, Marco, um líder nato, ótimo em criar planos.

Mas, apesar da preocupação em não perder nenhum lance, a garotada acaba entendendo que o legal do acampamento é, na verdade, a diversão.