Com o recém-lançado “9”, o DJ e produtor norueguês Cashmere Cat faz sua estreia fonográfica – e já mostra a que veio. Em um disco cheio de sintetizadores e efeitos futuristas, o DJ leva sua música a territórios experimentais e pouco conhecidos, pelo menos pelas grandes paradas musicais.

Ao fugir do lugar comum o trabalho pode causar estranheza no início, principalmente para os amantes da música pop. Mas é impossível não acompanhar a viagem proporcionada pelas 10 faixas do álbum.

Os vocais computadorizados que povoam o início de “Night Night”, parceria com a cantora Kehlani que abre “9”, dão o tom do disco. Os elementos futuristas, incluindo ruídos que parecem ter saído de um videogame, continuam em “Europa Pools” e povoam quase todas as canções de álbum.

O conforto no meio de todo esse território experimental talvez fique por conta das vozes reconhecidas. O norueguês vem acompanhado de um time de peso. Além de Selena Gomez, que divide os vocais da já popular “Trust Nobody” com o rapper Tory Lanez, Cashmere se junta a The Weeknd, na viciante “Wild Love” – que também conta com Francis and The Lights.

Já Ariana Grande assume os vocais de “Quit”, talvez a mais próxima do que conhecemos do pop atual, ao lado de “Trust Nobody” e “Love Incredible”, parceria com Camila Cabello.

Com “9”, Cashmere Cat estreia na contramão de tudo que tem sido produzido na música pop e, principalmente, na sua aproximação com a EDM. A proposta é ótima, talvez só seja preciso acostumar-se com ela.