Nos países de língua portuguesa, quando se diz que “tudo está azul”, o que vem à mente é algo positivo. Já em territórios de língua inglesa, a cor significa melancolia. Essa ambiguidade marca a sonoridade do primeiro álbum de Marcelo Tofani, “Nada é Azul”, que será lançado hoje no Galpão Cine Horto.
 
O título também busca fazer um contraponto a “Tudo Azul”, disco e música de Lulu Santos apresentados na década de 80, quando o cenário no Brasil era bem diferente do de hoje. “Meu disco é uma montanha-russa de emoções e estados de espírito”, observa o cantor de apenas 21 anos.
 
O hitmaker carioca é, por sinal, uma referência musical importante para Tofani, especialmente em relação às guitarras. Ele gosta do pop, mas misturado a um som psicodélico. “Costumo falar que minhas músicas são um MPPB, Música Popular Psicodélica Brasileira”, diverte-se.
 
Malandra
Para o cantor, que ganhou do pai um violão aos 13 anos e, aos 15, já se apresentava em bares de Belo Horizonte, a música tem que ser “malandra, sagaz, não pode ser boba”. Muitas de suas composições falam de suas vivências, voltando-se especialmente para o jovem urbano da capital mineira.
Realizado após um EP lançado há quatro anos, “Nada é Azul” resulta de uma campanha de financiamento coletivo, tendo sido disponibilizado virtualmente no mês passado – pode ser ouvido no Youtube (goo.gl/m3eFd5), Spotify (goo.gl/p7WVuw) e Deezer (goo.gl/G3HsKX).
 
O show terá alguns atrativos extras, como as participações de Marcelo Veronez, Mariana Canavellas e Téo Nicácio. E com esse repertório ele espera se apresentar diante de plateias diversas. “Não quero só jogar em casa, pretendo romper as montanhas de Minas”, anseia
 
Serviço: Show de lançamento do disco “Nada é Azul”, de Marcelo Tofani. Hoje, às 20h30, no Galpão Cine Horto (Rua Pitangui, 3613, no Horto). Ingressos: R$ 15 (meia) e R$ 30 (inteira + CD).