“A vida que a gente enfrenta no Brasil é muito dura. As mudanças que a maioria clama são muito urgentes. Então, por que não incorporar isso também nas canções?”, argumenta a cantora e compositora Marina Lima, referindo-se ao tom de seu novo disco “Novas Famílias”, que ela lança no domingo, às 19h, no Sesc Palladium (Rua Rio de Janeiro, 1046 – Centro).

Embora mergulhe nas urgências do contexto sociopolítico atual, como na canção “Mãe Gentil”, parceria com a cantora Letícia Novais, a Letrux, Marina ressalta que a intenção não é fazer um disco chato, pesado ou messiânico. “Que ele entusiasme quem ouça, que inspire”, diz.
Não falta mesmo inspiração: ao longo das nove canções do disco, oito inéditas, a cantora explora diversos gêneros musicais, do tecnobrega ao funk.

A pluralidade do trabalho, inclusive, coloca em cena uma das características da compositora Marina. “Eu adoro o estúdio. Lá me sinto uma cientista com a minha invenção, criando arranjos, timbres”, conta.

Mesmo que seja apaixonada pela experiência criativa do trabalho em estúdio, ela confessa que tem criado gosto pela estrada. “É como eu consigo chegar muito pessoalmente no Brasil. O show me dá uma possibilidade de criar uma interação audiovisual, tem o teatro, você pode fazer cenas. O espaço me possibilita levar o disco adiante”, pontua. Na apresentação, aliam-se ao repertório de “Novas Famílias” outras dez canções, como os sucessos “Acontecimentos”, “À Francesa” e “Fullgás”.

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Se as composições de seu novo disco trazem força em seu discurso, a empreitada da cantora na moda também faz o mesmo ao estampar em camisetas as frases “Novas Famílias”, “Feminista desde sempre”, e “Doar mais, ter menos” “Essa é uma forma de mostrar em uma proporção maior o que você acredita. Tem a ver com meu trabalho e comigo”, afirma Marina. A mini-coleção tem parte dos lucros voltados para causas beneficentes. “Acho que do jeito que o mundo está, as pessoas ricas de um lado e quem não tem dinheiro de outro, toda ação social que você fizer é boa”, acredita.

A cantora também faz sua estreia no cinema, no longa “Verlust”, de Esmir Filho, que estreia no ano que vem. “Disse não muitas vezes, mas eles não aceitaram, então acabei topando fazer. Mudaram a personagem um pouco para ficar mais parecida comigo”, conta Marina, que ressalta o feito inédito. “Foi muito bacana, fiquei um tempo no Uruguai, em uma praia linda. Vivi também um pouco dessa experiência do Mercosul, que também foi boa”, diz.

Assista ao clipe "Árvores Alheias", o mais recente da cantora: