Michel Teló está prestes a encarar um novo desafio. Pela primeira vez, o cantor e compositor paranaense sobe aos palcos não apenas para cantar, mas para representar. Teló é o protagonista do espetáculo “Bem Sertanejo – O Musical”, que chega a Belo Horizonte neste fim de semana, para realizar três sessões no Minascentro. A peça, que estreou em abril, em São Paulo, conta a história da música sertaneja desde a sua origem caipira, na década de 1920, até os dias atuais.

Teló afirma que o convite para integrar o elenco veio das empresas Musickeria e Aventura Entretenimento, que assinam a produção do musical, cujo ponto de partida foi o quadro televisivo homônimo apresentado por ele no programa “Fantástico”, da TV Globo.

“Fiquei muito feliz com a iniciativa de transformar o quadro em um musical. Meu sonho era fazer um documentário sobre a história da música sertaneja, mas não imaginava que ele viraria um quadro no ‘Fantástico’, um livro, um DVD e nem um musical. Queria que o espetáculo tivesse a mesma ‘vibe’, que ficasse autêntico, e realmente o Gustavo Gasparini (texto e direção) foi impecável”, pontua, em entrevista ao Hoje em Dia.

O repertório do espetáculo, que conta com outros dez atores e uma banda em cena, traz cerca de 56 sucessos de nomes consagrados como Tonico e Tinoco, Sérgio Reis, Almir Sater, Renato Teixeira, Chitãozinho e Xororó, Leandro e Leonardo, Zezé Di Camargo e Luciano, Gusttavo Lima, entre outros. “São todos artistas que me inspiram muito, que eu cresci ouvindo. Tem músicas como ‘Cabloca Tereza’, ‘Chico Mineiro’, ‘Tristeza do Jeca’ e ‘O Menino da Porteira’”, elenca.

“O espetáculo conta a história da música sertaneja através da vida dos tropeiros, o surgimento da música no campo, o quanto o gênero acompanhou a saída do campo para a cidade, a modernização com a entrada de instrumentos como a guitarra, o surgimento de novos artistas”, completa Teló, cujo personagem narra a história.

Desafio

O sertanejo conta que, apesar da familiaridade com os palcos e holofotes, a estreia nas artes cênicas exigiu dedicação. “Foi um grande desafio fazer um musical. Tem muita coisa envolvida. Além de decorar os textos, têm as marcações, o timing de cada ator, a coreografia, o sotaque. Nos meus shows, por mais que a gente tenha um roteiro, eu posso improvisar, trocar uma música, colocar algum instrumento a mais. No espetáculo, não há espaço para improviso”, reflete. “Mas tem sido um desafio muito gratificante”, sublinha.

Para Teló, a linha cronológica do sertanejo mostra que o gênero soube acompanhar os tempos, uma vez que hoje abraça assuntos que dizem respeito ao cotidiano urbano e às relações modernas. “A música soube se modernizar, acompanhar a saída do homem do campo para a cidade. Hoje, ela fala do que as pessoas vivem, da mesma maneira como fazia antigamente. A música sertaneja soube acompanhar o mercado e é, hoje, sem dúvida, a música mais tocada em todo o Brasil, sem perder a ligação com a sua raiz”, contextualiza, instigando a plateia de BH.

“O público mineiro pode esperar muita emoção, muita história e, claro, muita música. Minas tem muitos nomes importantes para a história da música sertaneja. Tenho certeza que vão se emocionar muito”.

Serviço: “Bem Sertanejo – O Musical”. Amanhã, às 22h, domingo, às 20h, e segunda (sessão extra), às 20h30, no Minascentro (av. Augusto de Lima, 785). Ingressos: de R$ 80 a R$ 150.