E ntre hoje e sábado, Belo Horizonte sedia o Fórum Políticas Culturais em Debate, que acontece no Circuito Cultural Liberdade, com a presença de diversos profissionais da área da cultura, tanto do Brasil quanto do exterior. Promovido pelo Governo de Minas Gerais, em parceria com o Sesc, o Institut Français e Embaixada da França, o evento visa a construção de uma plataforma internacional colaborativa, com espaços de reflexão, formação e proposição de iniciativas públicas e privadas.
 
Um dos coordenadores do Fórum, Lucas Guimaraens, da Secretaria de Estado de Cultura, conta que é a primeira vez que o evento, criado em Grenoble, na França, acontece fora da Europa. “Ele veio para Minas por motivos estratégicos, porque já existe uma relação consolidada entre a França e o nosso Estado”, afirma o gestor. 
 
Toda a programação é gratuita e as 250 vagas já estão esgotadas. Mas haverá transmissão de todas as atividades pelo site forumpoliticasculturais.mg.gov.br, onde a programação completa pode ser consultada
 
“A intenção é dialogar sobre as políticas culturais públicas e privadas, para entender melhor quais os avanços necessários, as precariedades e demandas de cada setor. Não há como pensar o papel do poder público em separado ao da sociedade civil. Cabe ao poder público escutar o cidadão para que haja legitimidade nas políticas desenvolvidas. Temos camadas de institucionalidade na cultura e, assim, muitas iniciativas estão no radar da própria sociedade”, completa. 
 
Espaços de debate
Para tanto, o Fórum contará com diversas mesas-redondas, dividas em entre as ágoras. “As ágoras nada mais são que espaços de debate em que, num primeiro momento, a palavra está com debatedores e, num segundo, com os participantes”, sublinha Guimaraens, citando temas como territorialização, descentralização e participação popular. 
 
“O cidadão deve ser visto não apenas como audiência, mas como criador da própria vida cultural. São nessas micropolíticas que conseguimos criar uma teia entre saberes e expertises. O evento é uma página em branco que deve ser preenchida pelos participantes, apontando um diagnóstico para o desenvolvimento de políticas culturais a curto, médio e longo prazo, para os próximos 10 anos”, defende.