“Se eu não pintar o cabelo, não vão me chamar mais para fazer papéis de mãe, mas sim de avó”, observa a “grisalha” Drica Morais, ao falar da necessidade, especialmente no caso das atrizes, de se preocupar com padrões de beleza.
 
A busca pela eterna juventude é o tema central da peça “Lifting – Uma Comédia Cirúrgica”, cartaz de hoje e amanhã no Teatro Sesiminas, em que Drica sobe ao palco ao lado de Ângela Rebello, Lorena da Silva e Luísa Pitta.
 
As quatro protagonizam vários esquetes cômicos sobre o universo da beleza a qualquer preço, baseando-se em texto do autor espanhol Félix Sabroso. “A aparência é uma hipocrisia social instalada”, salienta a atriz de 49 anos.
 
Ela frisa, porém, que “Lifting” não é um “dedo na cara” do espectador, criticando as mulheres que foram subjugadas pela indústria do consumo. “Querer estar bem não é um pecado. Só não pode perder o limite e querer ficar jovem para sempre”, acredita.
 
Muito tempo longe do teatro, após fazer uma novela atrás da outra, Drica resolveu, ao lado de amigas de longa data, que estava mais do que na hora de trabalharem juntas, especialmente numa comédia. “Precisávamos de uma gargalhada”.
 
Uma das atrizes era Solange Badim, que faleceu antes de a peça ser montada. Luísa Pitta entrou no lugar, a convite do diretor Cesar Augusto. O texto já tinha sido comprado por Ângela e só precisou da anuência das demais. 

“(A peça) Tem um formato de cenas curtas. São quadros de até sete minutos em que fazemos quatro, cinco personagens. Eles não têm uma cronologia e o próprio autor sugeriu que poderíamos ordenar da forma que quiséssemos”, afirma.

Drica está dando uma pausa à televisão e, além do teatro, também está incursionando pelo cinema. Depois de filmar “Rasga Coração”, de Jorge Furtado, ela se prepara para entrar no set de “Pérola”, sob a batuta de Murilo Benício.

 “Lifting – Uma Comédia Cirúrgica” – Hoje, às 21h, e amanhã, às 20h. No Teatro Sesiminas (Rua Padre Marinho, 60). Ingressos: R$ 50 e R$ 25 (meia).