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Mente brilhante do Pink Floyd, Waters faz seu primeiro show em BH em outubro


Foi no começo da década de 80 que Renato Marcucci ouviu Pink Floyd pela primeira vez. Caçula da família, o advogado e professor universitário foi influenciado desde cedo pelos quatro irmãos, que tinham em comum a paixão pela banda britânica. Hoje, aos 40 anos, ele se prepara para assistir ao seu segundo show de Roger Waters, uma das mentes brilhantes do Floyd. A diferença é que agora a apresentação acontece pela primeira vez em sua cidade-natal. 

Marcado para dia 21 de outubro, na Esplanada do Mineirão, o show de Roger Waters é um dos mais esperados concertos internacionais de rock que aportam em Belo Horizonte em 2018. “Em 2012, assisti ao ‘The Wall’, em São Paulo, e foi sensacional. Fui com uma grande turma de amigos. Um show com lugares marcados, assistimos sentados, de frente para o palco. Uma qualidade sonora incrível. Waters é um artista meticuloso, perfeccionista, que canta e toca com a alma”, conta Marcucci.

“Agora, é em BH. Estamos em casa. O show será num domingo e vamos começar o churrasco na sexta-feira, ouvindo Pink Floyd e tomando cerveja”, diverte-se o fã, para quem não podem faltar músicas como “Time”, “Comfortably Numb” e “Dogs”. 

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Ozzy volta à capital mineira pela terceira vez em março, em turnê de despedida

'Madman'

Cerrando fileira com Waters está Ozzy Osbourne, que vem à capital mineira pela terceira vez no dia 18 de maio, em sua turnê de despedida. Os fãs mais ansiosos do icônico vocalista do Black Sabbath já se preparam para vê-lo mais uma vez. É o caso do jornalista Renato Rios Neto, que teve a chance de encontrar o ídolo em sua primeira passagem por BH, em 2011.

“Ganhei a promoção de um meet and greet e o conheci. Foi uma das maiores emoções da minha vida. Parecia um delírio, algo como encontrar John Lennon, uma pessoa maior que a vida”, conta. “O encontro durou 15 segundos, mas que estão gravados na eternidade. Só tive tempo de pegar um autógrafo e dizer: ‘You saved my life’”, relembra.

Para Rios Neto, Ozzy representa a esperança dos “desajustados”. “É um cara que veio das ruas de Birmingham, na Inglaterra. Meio maloqueiro, meio ‘pancada’. Tinha tudo pra dar errado e conseguiu virar o jogo, na raça. Ele encarna muito bem essa coisa do metaleiro excluído, ovelha negra”, afirma, sublinhando as músicas que não podem faltar no set-list. “Da fase solo, não dá para fugir do óbvio. Tem que tocar ‘Crazy Train’, ‘Mister Crowley’ e ‘I Don’t Know’. Do Sabatth, se ele fizer ‘Snowblind’ e ‘War Pigs’ já ficarei satisfeito”, finaliza. 

Médio porte


Não são apenas os megashows que movimentarão a agenda dos roqueiros de BH em 2018. Concertos de menor porte já estão no radar, como é o caso dos norte-americanos do Red Fang, que tocam na cidade pela primeira vez em março, n’A Autêntica.

No mesmo mês, acontecem as apresentações da banda alemã Kadavar e do guitarrista inglês Steve Hackett (ex-Genesis). Completam ainda a programação os shows de Phoenix (no festival Planeta Brasil, em janeiro); Pain of Salvation (fevereiro); Glenn Hughes e Premiata Forneria Marconi (abril); e Zakk Wilde (novembro).

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Norte-americanos do Red Fang se apresentam em BH pela primeira vez em março, n'A Autêntica

Programe-se

Janeiro  Planeta Brasil (Phoenix, Soja, e outras atrações) - Dia 27, no Mineirão. 
Ingressos: de R$ 120 a R$ 350
Fevereiro  Pain of Salvation – Dia 2, no Granfinos. Ingressos: de R$ 120 a R$ 200
Março  Kadavar – Dia 1º, no Studio Bar. Ingressos: de R$ 40 a R$ 120
Red Fang – Dia 25, n’A Autêntica. Ingressos: de R$ 100 a R$ 200
Steve Hackett – Dia 25, no Palácio das Artes. Ingressos: de R$ 100 a R$ 280
Abril  Glenn Hughes – Dia 19, no Cine Theatro Brasil. Ingressos: de R$ 75 a R$ 140  
Premiata Forneria Marconi – Dia 22, no Cine Theatro Brasil. Ingressos: de R$ 130 a R$ 300
Maio  Ozzy Osbourne – Dia 18, na Esplanada do Mineirão. Ingressos: de R$ 130 a R$ 680
Outubro  Roger Waters – Dia 21, na Esplanada do Mineirão. Ingressos: de R$ 150 a R$ 720