Em um dos casos mais intrigantes envolvendo pastores, o caso Bianca Toledo ganhou mais uma página na tarde desta quarta-feira (31). O pastor Felipe Heiderich usou sua página no Facebook para, novamente, fazer acusações à Bianca Toledo.

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No texto, Felipe afirmou que foi vítima de um plano maquiavélico, sendo mantido em cárcere privado, dopado e amarrado para ser levado a uma clínica psiquiátrica.

"Hoje mais um capítulo se desenrola. Infelizmente apenas o primeiro deles. Durante 8 dias fui mantido em cárcere privado. Fui dopado e levado a uma Clínica Psiquiátrica (hospício) e mantido la, dopado e por vezes amarrado, sofrendo coisas que, o só mencionar, angustia a alma. Quando a justiça foi atrás de mim, eu me entreguei. Sim, eu mesmo me entreguei e acreditei que minha inocência me daria a plena liberdade. Hoje temos provas de que fui refém e mantido em cárcere e coagido", escreveu.

Felipe ainda disse que todos os envolvidos foram chamados a depor, mas, sem mencionar o nome, disse que a pastora teria ignorado a intimação e, no dia seguinte ao depoimento, teria viajado para os Estados Unidos.

"A Autoridade Policial entendeu que a denúncia era grave e tinha provas suficientes para justificar a abertura de procedimento investigatória, intimando todos os envolvidos a prestarem suas declarações, ao contrário de mim a outra parte simplesmente resolveu não aparecer à delegacia, ignorando a intimação e mostrando total desrespeito às leis do nosso país, e no dia seguinte viajou para os EUA como se nada devesse esclarecer", criticou o pastor.





​"Quem não deve não teme", diz Bianca
Após as acusações de Felipe, feitas em sua página no Facebook, Bianca decidiu responder às afirmações. Também sem citar nomes, a pastora disse que recebeu mensagens sobre o que ele havia publicado e ironizou as acusações de que teria ignorado a intimação e viajado para os Estados Unidos. "Eu tenho, graças a Deus, liberdade de sair do meu país e voltar quando eu quiser".

A pastora disse que está em uma conferência de sua igreja, em Dallas, no Texas. Por meio do Snapchat, ela respondeu as acusações, dizendo que "quem não deve não teme".

"Me mandaram uma mensagem agora de manhã que foi publicado na internet, parece que eu estava aqui escondida. Eu achei, assim, que às vezes a gente tem que rir pra não chorar. Está cheio de refugiado missionário aqui, mas não é o meu caso, não", brincou. "Eu tenho, graças a Deus, liberdade pra sair do meu país e voltar quando eu quiser. [...] Queridos, fiquem em paz. Quem não deve, não teme. O Senhor está agindo", disse.

Advogado contesta alegações
Em entrevista ao jornal Extra, o advogado de Bianca, Dr. Silva Neto, se disse revoltado com as acusações feitas por Felipe. Silva nega todas as acusações e confirma o fato de que o pastor teria tentado suicídio e, por isso, havia sido internado. Ele ainda disse que vai denunciar o pastor à polícia por suas acusações.

"Eu já estou entrando na polícia contra ele, por denunciação caluniosa de que houve um cárcere privado da minha cliente contra ele. Isso é um absurdo. Sejamos coerentes. Nós estamos tratando um fato grave de pedofilia contra uma criança de 5 anos, de um psicopata", exclamou o advogado. 

Relembre o caso
Em julho deste ano, a pastora divulgou em sua página do Facebook um vídeo onde dizia que seu filho havia sido abusado pelo então marido, o pastor Felipe Heiderich. Na publicação, ela afirmava que, após questionar, Felipe afirmou que tinha um "quadro de homossexualidade latente" e tentou suicídio após confessar para ela as acusações.

“Na clínica psiquiatra, (ele) foi diagnosticado com uma psicose maníaca depressiva com neurose grave, múltiplas personalidades. Ele está acautelado por crime de pedofilia e estou aguardando a justiça do céu, a justiça da terra e clamando pelo apoio de todos vocês”, revelou a pastora, à epoca.