A psicanálise entra em cena no espetáculo “Hilda e Freud”, cartaz neste fim de semana no Teatro Bradesco. O público faz uma viagem ao universo poético e onírico da escritora americana Hilda Doolittle (1886-1961), através de suas sessões com o pai da psicanálise, o austríaco Sigmund Freud (1856-1939).

“Foi uma descoberta para mim o contato com essa mulher. Ela viveu muitas aventuras e tragédias. É sem dúvida uma personagem muito importante”, afirma a atriz Bel Kutner, que dá vida a Hilda na peça.

O espetáculo acompanha a trajetória da poeta, uma mulher à frente de seu tempo, que, após um bloqueio literário, desembarca em Viena, em 1933, para sessões diárias com Freud.

Os sonhos, devaneios e associações, relatados em detalhes pela escritora, ganham destaque em projeções que ambientam o espectador na imaginação e no inconsciente da poeta.

A relação desenvolvida entre o médico e a paciente também ganha destaque no espetáculo. “Eles tiveram uma convivência bastante intensa. Ela conhecia a casa dele, sua família. Existia um aprofundamento na relação entre os dois”, conta Bel. “Ele olhava para as questões dela, olhava para o ser humano. Ele a ajudou a encontrar um caminho”.

Bel conta que o projeto, apresentado em Londres anos antes, surgiu de uma conversa com o ator e psicanalista Antônio Quinet. “Começamos a trabalhar sem data definida. Isso foi importante porque nesse período tive tempo para conhecer bem a obra da Hilda e também do Freud”, diz.

A atriz garante que qualquer pessoa é capaz de se identificar com a história. “Já nos apresentamos em dois teatros do Rio de Janeiro. Notamos que tem um público cativo, mas os espectadores no geral também têm seus momentos de identificação, porque é uma história universal e muito importante”.

Serviço: “Hilda e Freud”, no Teatro Bradesco (rua da Bahia, 2244), sexta (12) e sábado (13), às 21h. Ingressos: R$ 50 e R$ 25 (meia)