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A relação entre dois homens, desprovida de estereótipos, é o ponto de partida do espetáculo “Certos rapazes – o nosso amor a gente inventa”, que inaugura hoje a segunda temporada na capital mineira. A peça propõe uma reflexão sobre a busca da felicidade sem regras e tabus. De forma sensível, com poesia, projeções de imagens e trilha sonora escolhida a dedo, o espetáculo retrata o encontro homoafetivo entre dois homens e suas problemáticas.

A estreia ocorreu em maio deste ano, quando o público lotou o teatro de bolso do Sesi Minas em 12 apresentações. Como a demanda por assistir à peça só foi crescendo, os produtores conseguiram um espaço com mais que o dobro de capacidade, saltando de 103 lugares no Sesi Minas para 220 cadeiras na Biblioteca Pública Luiz de Bessa.

O autor Júnior de Sousa, que assina o texto com Luís Villefort, explica que a abordagem sobre a homossexualidade toca em pontos importantes a partir da convivência dos dois personagens principais, Guilherme (Guilherme Neves) e Pedro Henrique (Gerson Marques). 

“A simbologia do ‘armário’ abordada no texto mostra as formas de repressão com as quais todo ser humano lida no cotidiano e todo o traquejo necessário para se libertar dos medos e buscar a felicidade”.

Para Guilherme, ser gay é algo libertador, enquanto Pedro Henrique encara a situação de forma bem diferente. Criado em uma família que nunca lhe deu oportunidade para o diálogo, não passa pela cabeça dele assumir a homossexualidade.

Escondido atrás de uma foto de Luís de Camões, Pedro Henrique chama a atenção de Guilherme num aplicativo de relacionamentos. Os sentimentos de Gui e PH vão se encaixando de maneira tão harmônica e feliz que em determinada altura um já não se vê longe do outro e os dois passam a morar juntos. Porém, Pedro Henrique guarda um segredo que vai colocar em xeque todo amor e confiança que Guilherme tem por ele.

A direção ficou a cargo de Maurício Canguçu, ator e produtor de espetáculos consagrados como “Acredite, um espírito baixou em mim”e “A Idade da Ameixa” e diretor de várias montagens de sucesso como “Velório à brasileira” e “Confissões das mulheres de quarenta”.

“Buscamos trazer à tona uma reflexão sobre um tema que precisa ser abordado sempre. Hoje, a relação homoafetiva é algo muito natural, mas ainda persiste o preconceito. O espetáculo levanta, de maneira densa e poética, a discussão de que não pode haver preconceito com o amor entre pessoas de qualquer gênero. Acima de tudo, o que importa é amar”, argumenta o diretor.

A assistente de produção Rosana Meneghini Salgarello explica que independentemente da orientação sexual de quem for assistir ao espetáculo, a emoção é garantida. “Esperamos que as pessoas saiam do teatro mais leves e resolutivas sobre como lidar com isso. É uma coisa que tem que ser mais aceita”, defende.

SERVIÇO:
Espetáculo:
“Certos rapazes – o nosso amor a gente inventa”
Classificação: 16 anos
Duração: 70 minutos
Temporada: 8 de setembro a 1º de outubro de 2017. De sexta a sábado às 20h30 e aos domingos às 19h
Local: Biblioteca Pública Luiz de Bessa – Praça da Liberdade, 21
Ingressos: R$ 40 a inteira; R$ 20 a meia; R$ 17 no Sinparc (que fica no mesmo local); e R$ 19 no Peixe Urbano.
Vendas no site: www.vaaoteatromg.com.br/belo-horizonte


 

Peça homoafetiva