O Prêmio Kindle de Literatura chega à terceira edição e anuncia o poeta Antonio Carlos Secchin, imortal da Academia Brasileira de Letras, como o principal nome do júri, formado ainda por profissionais da Amazon e da Nova Fronteira, parceiras na realização da premiação. Nas duas primeiras edições, elas contavam com Geraldo Carneiro e Carlos Heitor Cony para a escolha do melhor romance.

Podem participar autores independentes residentes no Brasil e os romances devem ser inéditos. As inscrições estarão abertas entre os dias 15 de agosto e 15 de outubro. Para tal, o autor deve publicar seu original no Kindle Direct Publishing, a plataforma de autopublicação da Amazon, e cuidar de todos os detalhes da edição.

Enquanto o concurso se desenrola e as obras vão sendo consideradas pela comissão julgadora, elas podem ser lidas e avaliadas pelos leitores - sua performance, aliás, é um dos critérios de avaliação.

"A obra tem que ter viabilidade comercial e potencial de alcançar mais leitores. A performance na loja é um possível indicador desse potencial", comenta Talita Taliberti, gerente de KDP da Amazon. O envolvimento do autor com a divulgação de seu trabalho acaba ajudando nesse processo.

Para Janaína Senna, editora de literatura nacional da Nova Fronteira, outros dois critérios são a qualidade do texto e, sobretudo, a qualidade da narrativa. "Estamos atrás de boas histórias, de narrativas que prendam o leitor", comenta. Criatividade e originalidade também serão levadas em conta.

O autor do melhor romance será conhecido na segunda quinzena de janeiro. Ele ganha um contrato para publicar a obra premiada na versão impressa pela Nova Fronteira - e R$ 30 mil de adiantamento de direitos autorais.

Desde que foi criado, em 2016, o Prêmio Kindle recebeu a inscrição de 3.500 obras de 2.900 autores estreantes e experientes. Em 2017, Mauro Maciel foi o vencedor com O Memorial do Desterro. Seu livro será publicado ainda este ano. Na primeira edição, quem ganhou foi Michele Mirabai, com Machamba.