Produtora em tempo integral, Rossana Decelso confessa: não se vê como uma cantora de verdade – pelo menos, não com uma trajetória convencional. “Estou na música há 20 anos, não só na produção propriamente dita, mas também com muitas horas de estúdio na criação e produzindo disco de outras pessoas. Cantar mesmo, só antes de lançar meu primeiro disco, quando eu ainda morava em Belo Horizonte”, conta a mineira, radicada em São Paulo. De volta à capital nesta quarta-feira (27), ela deixa um pouco de lado a profissão que assume na maior parte do tempo e sobe no palco. 

Apresentando um repertório variado, que inclui músicas que seu primeiro disco “Mandando Bala” (álbum exclusivamente gravado com canções de Zeca Baleiro, artista de quem é produtora e também amiga de longa data), algumas canções inéditas de seu próximo trabalho (em processo de gravação), e outras canções escolhidas por elas. “Não é um repertório óbvio”, adianta.

Perfeccionista declarada, Decelso confessa que o palco não é de seus lugares favoritos justamente por essa característica. “Às vezes é difícil conciliar ser produtora e cantora. Porque eu acho que o artista tem menos censura, ele se arrisca mais. O produtor já não tem isso, não se coloca muito em perigo. Ele quer chegar com a coisa mais redonda”, sublinha. 

Apesar disso, Decelso garante: gosta de cantar e é por essa paixão que ela sobe no palco. “Esse show é um momento de liberdade. Não tenho compromisso com nada, não estou querendo alavancar uma carreira. Quero me divertir”. 

O espetáculo, inclusive, assume outros papéis importantes. Além de celebrar seus 60 anos de vida e os 20 anos dedicados por Decelso à música – seja como cantora, seja na priorizada carreira de produtora (uma escolha que ela garante não sentir remorso algum) – a apresentação surge como uma espécie de lançamento de seu primeiro disco. “Na época eu estava trabalhando e viajando muito. Só fiz uma sessão de autógrafos”, lembra. 

Serviço: Rossana Decelso. Quarta-feira (27), às 21h, na Celinha Braga Oficina de Música (av. Alfredo Camarate 278 – São Luiz). Ingressos a R$ 25.