Em tempos de compras pela internet e entregas em domicílio, ainda tem muita gente que prefere colocar o pé na rua para fazer o sacolão na feirinha próxima à sua casa. Há também quem atravesse a cidade para comprar flores na feira semanal da avenida Carandaí. E ainda quem encare uma verdadeira multidão na tradicionalíssima Feira Hippie para garimpar preciosidades ou simplesmente degustar um acarajé em meio às barracas. 

Se tem algo que o belo-horizontino gosta de fazer é visitar feiras. Ao perceber que há um grande número de pessoas interessadas no assunto, o empresário Alysson Brener decidiu criar um projeto que pudesse beneficiar tanto frequentadores quanto feirantes. 

Assim nasceu o “Dia de Feira”, que busca mapear e levantar informações sobre todas as feiras da capital. Conforme as informações forem sendo apuradas – desde dados básicos, como endereço e data, até temáticas mais complexas, como histórias de vida dos feirantes –, elas serão apresentadas no site diadefeira.online, que entrou no ar há duas semanas.

“O site está sendo construído e a intenção é de que vá crescendo conforme formos conhecendo as feiras e os feirantes”, afirma Alysson Brener, acrescentando que, na primeira semana, a receptividade foi ótima, com cerca de 3 mil usuários únicos, que navegaram pelo site de três a cinco minutos, em média. 

Mas o site não é a única atividade do projeto. “Quando começamos a pensar nele, elegemos linhas de ação. Uma delas foi conversar com as associações de feirantes para saber quais eram as suas demandas. Percebemos que a maioria dos problemas são estruturais”, diz Brener. “Muitos deles disseram que atividades artísticas atraíam frequentadores”.

Segundo pesquisa sobre hábitos culturais realizada pela JLeiva/ Datafolha em 2014, visitar feiras foi a segunda atividade cultural mais citada em BH

Edital
A partir dessa demanda, um projeto foi levado à Lei Rouanet, com o objetivo de selecionar artistas para se apresentarem em duas importantíssimas feiras da cidade: a Feira Tom Jobim (aos sábados, na avenida Carandaí, também conhecida como Feirinha do Arnaldo) e a Feira da Silva Lobo (aos sábados, no bairro Nova Granada). 

Um edital público foi colocado no ar (veja em prosas.com.br) e 26 bandas instrumentais serão selecionados para tocar nesses dois espaços. As inscrições se encerram na próxima sexta-feira. 

Não somente as feiras de rua estarão presentes no site, mas também aquelas que acontecem em espaços fechados, como a Feira do Mineirinho ou a Feira dos Produtores, na avenida Cristiano Machado. “A feira é a forma mais arcaica que temos de troca comercial. Mas as pessoas vão à feira não pelo produto, mas pela troca simbólica e cultural”, diz Brener. 

Eventos promovem a sustentabilidade de artistas e artesãos

Com a aproximação do Dia das Mães, as feiras não permanentes se intensificam e são verdadeiras oportunidades de ganho para pequenos produtores artesanais. 

Caso da Retoke, feira criada no Rio de Janeiro e trazida para o Mercado Distrital do Cruzeiro no ano passado. A quinta edição em território mineiro acontece hoje, das 10h às 17h, e amanhã, das 10h às 19h.

A produção é carioca, mas a grande maioria dos expositores são de Minas Gerais. “No início, a gente tinha muita dúvida de fazer a feira em BH, pois não sabíamos se o público ia gostar da ideia. Mas a resposta foi surpreendente”, conta a idealizadora da Retoke, Marina Carneiro. 

Para conhecer melhor os expositores da Feira de Arte e Artesanato da Avenida Afonso Pena (Feira Hippie), acompanhe as postagens do perfil facebook.com/feirahippiedebh/

O evento conta com marcas artesanais de roupas, bijuterias e artigos de design. “O que queremos é tirar aquela ideia de feirinha, de coisas baratinhas e de má qualidade, para mostrar um evento de coisas boas, de qualidade, com preços justos”, completa a empresária, que leva a ideia para São Paulo no segundo semestre.

A Retoke ocupa um espaço que já abriga uma feira bem-sucedida há vários anos. O Distrital também é a casa das Mercadoras da Arte, que expõem seus produtos sexta e sábado da semana que vem.

Diversa
Artistas e artesãos de Nova Lima se reúnem neste fim de semana para vender seus produtos. Trata-se da Feira Diversa, realizada no bairro Bosque do Jambreiro, com o objetivo de fomentar a sustentabilidade de uma vasta rede de pequenos produtores que existe na cidade. 

Nesta edição, o público poderá interagir com um mapa feito pela artista plástica Anna Gobel, com marcações de referências culturais de Nova Lima. 

IDENTIDADE – A artista plástica Anna Gobel produziu um mapa com as referências culturais de Nova Lim

IDENTIDADE – A artista plástica Anna Gobel produziu um mapa com as referências culturais de Nova Lima para a Feira Diversa

 

Feira de Malhas e Tricô beneficia produtores de cidades do Sul de Minas

Outro evento que atrai grande público é a Feira de Malhas de Tricô do Sul de Minas, realizada há 20 anos na capital. A 49ª edição acontece até o dia 8/5, das 13h às 21h, no Minascentro. Ali estão cem estandes com produtores de cidades como Jacutinga, Monte Sião, Ouro Fino, Inconfidentes e Albertina. Entrada por R$ 6. 

Minastchê chega à 14ª edição e se destaca entre as feiras comerciais

Além das habituais feiras de ruas, há muitas comerciais em Belo Horizonte. Serraria Souza Pinto, Minascentro e Expominas são espaços sempre ocupados com esse tipo de evento. Um exemplo é a Minastchê, que está realizando a sua 14ª edição na Serraria Souza Pinto, até amanhã. Lá, é possível encontrar comidas gaúchas, chocolates de Gramado, produtos de couro, além de apresentações culturais. Das 12h às 23h, com entrada por R$ 7. 

MINASTCHÊ – Grupo de Danças Folclóricas Alemãs Schmetterlingn se apresenta no evento

MINASTCHÊ – Grupo de Danças Folclóricas Alemãs Schmetterlingn se apresenta no evento 

Empresários da gastronomia podem contar com palestras do Senac

Existe um aumento no número de feiras gastronômicas, especialmente por conta dos food trucks. O legal é que os microempresários podem contar com cursos no Senac. Haverá palestra gratuita de “Tendências da Gastronomia no Brasil” no dia 10 de maio, e de “73 alternativas para ganhar dinheiro com alimentação”, no dia 17. 

Artistas do Vale do Jequitinhonha apresentam trabalhos na UFMG

A 17ª Feira de Artesanato do Vale do Jequitinhonha na UFMG será realizada entre os dias 2 e 7/5, de segunda a sábado, na Praça de Serviços do Campus Pampulha, com espaços expositivos para os 22 municípios participantes do projeto Artesanato Cooperativo – ligado ao Programa Polo de Integração da UFMG no Vale do Jequitinhonha.