No ano em que se comemora duas décadas de funcionamento da A Obra–sinônimo de cultura independente na capital mineira– um dos eventos mais especiais de sua programação segue com força total: a Quarta Sem Lei.

Cimentada por duas características típicas do espaço (preço acessível e a chance de conhecer novos artistas), a edição de amanhã reúne dois frequentadores “veteranos” do bar dançante localizado na Savassi: Salomão Terra e Francesco Napoli. “Toquei lá diversas vezes, com vários projetos que participei, e em todas, sem exceção, me senti em casa. O Quarta Sem Lei, da forma como funciona agora, traz um lance muito interessante: os shows começam cedo. Isso é ótimo porque cria aquela vibe de fugir da rotina da semana, sem ter de virar a madrugada num típico show de final de semana”, revela Terra.

Ex-integrante do Spooler, Terra está divulgando seu primeiro álbum solo, o belo “Pacífico”, lançado este ano. “Levar as músicas do disco para A Obra tem um lance especial, que é justamente essa proximidade com o público. Tenho tocado em alguns palcos que acabam afastando um pouco, e sinto que com meu formato ao vivo, cheio de teclados, sintetizadores, computador, rola uma curiosidade. Neste sentido, essa proximidade com quem vê o show enriquece demais a experiência”, acredita o músico.

Outra coisa que deve engrandecer a experiência de quem for ao show amanhã é a dobradinha com Francesco Napoli. “É um cara com quem tenho uma proximidade e um carinho muito grande”, diz Terra. “Já há algum tempo, conversamos sobre fazer algo em conjunto e achei que, em virtude do lançamento do disco dele, ‘Cavalo e Catarse’, poderia ser ótimo”, revela. Como ele aponta, o trabalho recém-lançado por Napoli tem um “tom intimista e particular, bem próximo de ‘Pacífico’. Estamos conectados neste universo e acho que a Obra vai ser o lugar perfeito pra essa conversa”, garante.