Admiração mútua e vontade compartilhada de criar e circular música autoral foram pontos que deram a liga da Geração Perdida. Desde 2013, o selo-coletivo tem ressignificado o do it yourself na cena mineira, desovando uma intensa produção de discos e realizando turnês “na raça” por todo o Brasil, com bandas que apostam na densidade do rock e fogem da estética solar que ganhou holofotes nas Alterosas.
 
Para celebrar o ano que passou e dar início aos trabalhos de 2018, a trupe se encontra neste domingo, no Réveillon Geração Perdida. O festival, que acontece no Matriz, traz nove bandas e artistas: Wagner Almeida, Pedro Flores, Quase Coadjuvante, Porquinho, Fernando Motta, Paola Rodrigues, Aldan, Fábio de Carvalho e Desgraça.
 
Fernando Motta destaca o show do Desgraça, um dos mais recentes projetos da Geração Perdida. “É uma banda recém-formada pelo Vitor Brauer (cabeça do grupo Lupe de Lupe). Quando passamos por Maceió na turnê do ano passado, ele se juntou com o Felipe Soares e o Rodolfo Lima e, em uma semana, gravaram um disco, que foi lançado em agosto”, conta, lembrando que a turnê contou com 54 shows, em 21 cidades brasileiras. 
 
Motta lembra que a história do selo-coletivo começa com a Quase Coadjuvante, projeto em que Jonathan Tadeu e Vitor Brauer se encontraram. “O show da Quase vai ser bem nostálgico”, sublinha, destacando ainda a apresentação do estreante Wagner Almeida. “Toco no show do Wagner, que também toca no meu, por exemplo. Temos essa coisa colaborativa, que vai da composição às apresentações”, diz.
 
O músico lembra, ainda, que a maioria dos integrantes do selo-coletivo lançaram discos em 2017, e que muitos serão apresentados pela primeira vez no festival – como o seu “Desde Que o Mundo é Cego”. “Vai ser o primeiro show do disco com banda. Bem para cima, celebrativo”, finaliza.
 
Serviço: Réveillon da Geração Perdida. Domingo, a partir das 15, no Matriz (Rua dos Guajajaras, 1.353, Centro). Ingressos: R$ 15 (antecipado) e R$ 20 (na porta).