A cantora Tati Quebra Barraco esteve, na manhã desta terça-feira (10), na Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI), no Rio, para prestar queixa contra comentários racistas e discursos de ódio que recebeu depois da morte do filho, Yuri Lourenço da Silva. O jovem, de 19 anos, foi morto a tiros após operação da Polícia Militar (PM).

"Vim lutar pelos meus direitos. As pessoas estão me agredindo. Em relação ao meu filho, a história quem sabe sou eu. Estudou nos melhores colégios particulares, tem casa própria. Não só o Yuri como meus outros filhos. Só que as pessoas estão me agredindo. E não é legal. As pessoas têm livre arbítrio para falar o que querem. Mas não podem chegar nas redes sociais e falar. Recebi muitas mensagens (ofensivas), só Jesus na causa", disse Tati ao portal "Ego", na saída da delegacia.

Ainda segundo o portal, além dos comentários preconceituosos, Tati também se revoltou com fotos do filho morto, que foram divulgadas na internet e que chegaram até mesmo no exterior. "A imagem do meu filho morto foi divulgada e até a minha cunhada, que mora na Holanda, recebeu a foto. Quem tirou a foto? Foi a médica que estava de plantão naquele momento? Não acredito que uma médica formada seria estúpida ao ponto de divulgar isso. É só pegar o celular dos policiais de plantão e fazer a perícia", protestou Tati.

A cantora, no entanto, desconversou ao ser perguntada se pensa em processar o Estado. "Estou aqui pelas ofensas a mim. Quem sabe do meu filho sou eu. Não estou querendo crescer por causa disso. Tive oportunidade de trabalhar e dar para os meus filhos o melhor. Agora é com a Justiça. As pessoas falam o que quer e agora têm que estar preparadas para receber", declarou.