Harvey Weinstein se declarou inocente diante de uma corte de Manhattan de ter abusado sexualmente de uma terceira mulher, um mês depois de ter negado sua culpa de acusações similares após denúncias de outras mulheres.  

O magnata de Hollywood de 66 anos entrou no tribunal algemado e acompanhado de agentes de forças de segurança, com o rosto pálido, de terno escuro, camisa branca e gravata preta. 

"Inocente", respondeu o ex-produtor de cinema ao ser questionado sobre as novas acusações, que incluem duas de abuso sexual por supostamente ter forçado uma mulher a praticar sexo oral nele em 10 de julho de 2006. 

Weinstein pode ser condenado à prisão perpétua se forem confirmadas as acusações de abuso sexual. 

O ex-produtor também tinha se declarado inocente em 5 de junho, após as primeiras acusações contra ele no fim de maio por estupro em um hotel de Manhattan em 2013 a uma mulher não identificada, e por forçar a atriz Lucia Evans a realizar sexo oral nele em 2004.

As novas acusações que levaram Weinstein a se apresentar à Justiça novamente foram reveladas pelos procuradores em 2 de julho. 

A carreira de Weinstein foi interrompida em outubro, quando cerca de cem mulheres, inclusive estrelas como Angelina Jolie e Ashley Judd, contaram que foram assediadas ou abusadas sexualmente pelo produtos, até então considerado um dos mais famosos de Hollywood. Os crimes teriam acontecido ao longo de várias décadas. 

Weinstein, que tem cinco filhos, foi liberado da prisão sob fiança após pagar 1 milhão de dólares. Ele tem que usar um braçalete eletrônico e não pode sair dos estados de Nova York e Connecticut. 

O ex-produtor sempre negou ter mantido qualquer relação sexual não consentida. 

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