Um já preocupa o torcedor desde o início da temporada. O outro, teve um começo empolgante, mas com o passar do tempo sofreu uma queda de produção e já pode ser tratado como incerteza.

Após dois meses e meio de bola rolando, Atlético e Cruzeiro têm o desafio de superar verdades que têm potencial para transformar em mentira a expectativa das suas respectivas torcidas, que pela qualidade dos jogadores dos dois lados apostam num 2017 com cara de 2013 e 2014, quando os rivais dominaram o futebol brasileiro.

“A gente analisa o contexto geral e acredita que o trabalho está sendo de alguma forma bem desenvolvido”
Roger Machado
Técnico do Atlético, após a derrota em Assunção

O Galo, de Roger Machado, não convence o seu torcedor desde a derrota de 1 a 0 para o Cruzeiro, no segundo jogo oficial do ano, em 1º de fevereiro.

Desde então, o sofrimento vem sendo uma marca das partidas. A péssima participação no fraco Grupo 6 da Libertadores ligou o sinal de alerta, principalmente após a atuação apática na derrota de 1 a 0 para o Libertad, na última quarta-feira, em Assunção.

“Se tivesse que acontecer derrota, melhor que fosse derrota com classificação. Foi o que a gente fez”
Mano Menezes
Técnico do Cruzeiro, após a derrota para o São Paulo

O Cruzeiro, nos 11 primeiros jogos oficiais, somou dez vitórias e um empate (94% de aproveitamento).

Na última quarta, o time perdeu a invencibilidade na temporada com a derrota de 2 a 1 para o São Paulo, no Mineirão, num confronto em que ficou com a vaga, mesmo sendo inferior ao adversário na somatória dos 180 minutos. Foi o 22º jogo da temporada, e nas últimas 11 partidas, o aproveitamento da Raposa foi de 67%.

Corrigir a rota é o desafio de Roger. Voltar aos trilhos, o de Mano.