Insatisfeito com as propostas para mudar o regulamento da Fórmula 1 a partir de 2021, o presidente da Ferrari, Sergio Marchionne, assegurou neste sábado que a possibilidade da equipe italiana deixar a categoria é seria.

As propostas foram sugeridas no final de outubro e Sergio Marchionne já havia ameaçado retirar a Ferrari da categoria. E, neste sábado, no evento que anunciou oficialmente a parceria entre Alfa Romeo e Sauber, na cidade de Arezzo, na Itália, o dirigente assegurou que não está blefando.

"O diálogo já começou e segue evoluindo. Temos até 2020 para encontrar uma solução que beneficie a Ferrari. A ameaça de que a Ferrari vai abandonar a Fórmula 1 é séria", reiterou Sergio Marchionne. "Precisamos chegar a uma solução que seja boa para o esporte, mas também precisamos ser firmes em assuntos que são inegociáveis".

Propostas

Os novos donos da Fórmula 1 - o grupo norte-americano Liberty Media - apresentaram em outubro aos chefes das equipes as propostas para a mudança no regulamento a partir de 2021. O conteúdo, porém, desagradou as principais escuderias. Uma das principais reclamações da Ferrari é sobre a perda de independência na montagem do motor.

O grupo Liberty Media adquiriu a Fórmula 1 no fim do ano passado e os empresários estão de olho na próxima janela de mudança do regulamento. Como o atual acordo, chamado de Pacto de Concórdia, vai até 2020, os proprietários têm articulado alterações principalmente na gestão do dinheiro, com o foco em ter uma categoria menos desequilibrada.