Minas Gerais se tornou, ao longo dos anos, território sagrado para o motociclismo fo[/TEXTO]ra de estrada, reunindo algumas das principais competições no enduro (velocidade e regularidade), trial, cross-country, supercross e motocross do país. E os pilotos do estado fizeram bonito aqui e lá fora – Felipe Zanol e Jorginho Balbi são dois dos melhores exemplos.

Depois de alguns anos de dificuldades por conta da crise econômica e da entressafra na formação de novas feras, o Mineiro de Motocross começa a temporada neste fim de semana com números que mostram que a competição e a modalidade retomam sua força máxima.
Afinal, mais de 400 pilotos estão inscritos para as baterias das diversas categorias no técnico traçado montado na Praça de Eventos de Jeceaba, a 120 quilômetros de Belo Horizonte e próxima a São Braz do Suaçuí. De pequenos aos veteranos, de amadores aos profissionais, com direito à presença de feras de vários estados.

A partir deste ano, a organização do evento fica a cargo de Cássio Marques e do Motoclube Cássios Racing, que fizeram da Copa Minas Gerais um campeonato com status digno de Brasileiro. Não por acaso, pilotos como o paulista Thales Vilardi (Husqvarna) ou o pernambucano Gustavo Amaral (Yamaha) fizeram questão de prestigiar a prova e prometem dar trabalho dos pilotos da casa.

“Fico feliz, pois é tudo de que o Mineiro precisava para melhorar”, festeja Mariana Balbi, irmã de Jorginho e uma das melhores do mundo no MX feminino. A equipe Balbi, aliás, mais uma vez será atração à parte, com direito à presença do maior piloto brasileiro da história, agora como dirigente, depois de se recuperar de um grave acidente.

Entrada franca
Ao todo, serão 14 categorias em disputa, com espaço para pilotos de todos os níveis. Os pequenos contam com a 50cc, 65cc e a 85cc (esta para competidores até 15 anos e feminino até 17). A Júnior reúne os inscritos de 14 a 20 anos que ainda não estão prontos para encarar as disputas entre os profissionais e duas classes reúnem as motos nacionais – os mais experientes competem na Pro).

A Amador e a Intermediária fazem jus aos nomes e reúnem quem está começando ou evoluindo no esporte. Há ainda o espaço para os masters: a MX3 reúne a turma entre 35 e 39 anos (e as mulheres acima dos 17, como Mariana Balbi). Na MX4 estão os pilotos entre 40 e 49 anos e, na MX5, quem já passou dos 50 mas mantém a adrenalina de superar os obstáculos e duelar por posições. A MXF é exclusiva para as mulheres.

Os “top riders” estão divididos na MX1 (motos quatro tempos de 251ccaté 450cc) e na MX2 (quatro tempos até 250cc e dois tempos 125cc). Aliás, uma das novidades para este ano é a realização de uma superfinal, que reunirá os 10 melhores nas duas categorias para apontar os mais rápidos do fim de semana.
Os treinos terão início às 8h, tanto no sábado quanto no domingo, com as corridas à tarde, e entrada gratuita. Amanhã a programação será aberta às 20h com um show de wheeling, também na Praça de Eventos.