Olhe para a pessoa que você ama e a abrace como Rodrigo Santana, técnico da URT, tratou a taça de campeão mineiro do interior. Comandante mais jovem do Módulo I, com 34 anos, ele estava ansioso para ter o primeiro contato com o objeto mais cobiçado pelos nove concorrentes fora da capital.

"Comemoramos bastante (o título) na nossa chegada, mas tivemos o prazer de senti-la e to-la neste domingo (16). Foi maravilhoso, principalmente num estádio de Copa do Mundo e de tantas histórias como é o Mineirão", comenta Santana.

Em relação ao empate por 1 a 1 contra o Atlético, no jogo de ida das semifinais do Estadual, o treinador lamenta a atuação de seus comandados no primeiro tempo, mas comemora a postura em campo nos 45 minutos finais.

"O segundo tempo foi um outro para o nosso time. Parece que entramos frios e o Atlético numa pressão muito grande. Dava para notar que eles queriam matar o jogo no segundo tempo. Sabemos do desgaste que eles estão tendo devido a Libertadores", analisa Rodrigo.

"Na segunda etapa conseguimos corrigir, abrir mais e fizemos o gol logo cedo. Isso equilibrou mais a partida e fez com que a gente não sofresse tanto mais. Entregamos quase três gols no primeiro tempo e pude corrigir estes erros de passes", acrescentou.

Sobre a opção de trocar o atacante Thiago Brito de lado - no duelo da primeira fase contra o Atlético ele atuou atrapalhando as subidas do lateral-esquerdo Fábio Santos -, Rodrigo Santana diz que foi justamente pela libertadade que Marcos Rocha, camisa 2 do alvinegro, estava tendo nos primeiros minutos.

"Analisei a subida do Marcos Rocha e optei por colocar o Thiago Brito para jogar daquele lado hoje e ele teve chances de fazer o gol. Infelizmente bateu com a perna ruim. O importante é que a entrega foi muito grande, num jogo muito difícil para nós que somos do interior, mas foi válida demais", conclui.

As duas equipes voltam a se enfrentar no próximo final de semana, no Independência. Para chegar a grande decisão, a URT precisa derrotar o Atlético no Horto.

 

rodrigo santana