A seleção alemã dará um importante passo na tentativa de manter o título mundial a partir das às 12 horas (de Brasília) desta segunda-feira, quando estreia na Copa das Confederações diante da Austrália, em Sochi, na Rússia.

Mais preocupado com a Copa do Mundo de 2018 do que propriamente com o título da Copa das Confederações, o técnico Joachim Löw levou apenas três campeões mundiais em 2014: Shkodran Mustafi, Matthias Ginter e Julian Draxler, que sequer eram titulares da equipe que levantou a taça no Brasil.

A ideia do treinador é desenvolver jovens atletas para o Mundial. Todos os convocados têm menos de 30 anos e sete, inclusive, estão pela primeira vez na seleção. Assim, no lugar de estrelas como Neuer, Toni Kroos, Khedira, Mats Hummels, Jerome Boateng e Mesut Özil, entre outros, a equipe será liderada por atletas como Emre Can e o próprio Julian Draxler.

"Poderemos desenvolver os jogadores que trouxemos para este torneio. Posso testá-los em uma situação competitiva, e é compressível que implementaremos diferentes táticas ao longo da competição", admite Löw. "Queremos vencer, mas isto não é tudo. Podemos aceitar o que acontecer aqui se mantivermos três ou quatro jogadores para 2018."

O discurso de Löw, porém, não convence muito Ange Postecoglou. Concentrado no jogo desta segunda-feira, o técnico da Austrália acredita que a discussão sobre experiência deveria ficar em segundo plano.

Postecoglou, por um lado, avisa que a seleção australiana também tem um time jovem. E, por outro, ele reforça: independentemente de quem for os escalados, o adversário desta segunda é o atual campeão mundial.

"Não quero entrar nessa história (de idade)", avisa o treinador australiano. "Este será um grande jogo de abertura para nosso time. Vamos enfrentar os atuais campeões mundiais, que querem ser campeões no ano que vem e estão muito bem nas eliminatórias. Será um bom teste."

Alemanha e Austrália estão no Grupo B da Copa das Confederações, que é liderado pelo Chile, após a vitória sobre Camarões neste domingo, por 2 a 0.