A 1,5 quilômetro de distância do terreno doado pela MRV Engenharia para a construção do estádio do Atlético, um almoço em um restaurante de comida mineira marcou o encontro de três ex-presidente do Galo e alguns conselheiros nesta terça-feira (12). O tema "Arena MRV" não podia fugir à mesa e pode ter mudado o voto de Afonso Paulino e ajudado a definir o prosseguimento da casa própria do clube mineiro

Antes com tendência a votar "não" na reunião do Conselho Deliberativo do dia 18 (segunda-feira) que avaliará a viabilidade econômica do estádio próprio, o ex-presidente Afonso Paulino dividiu a mesa com duas figuras à frente do projeto que demandará a venda de 50,1% do Shopping Diamond Mall. No almoço estavam presentes o também ex-mandatário Ricardo Guimarães (um dos investidores da Arena, através do BMG), e o diretor de planejamento e marketing do Atlético, Pedro Tavares.

Além de Guimarães e Paulino, a terceira figura do encontro que já ocupou a cadeira presidencial do Atlético era Nélio Brant, que já tinha o voto favorável ao projeto. Quem deve se converter à ala favorável da "Arena MRV" é, além de Afonso Paulino (e seus aliados do Conselho Deliberativo), os também conselheiros presentes no encontro Eliseu Alves Vieira, Sérgio Coelho e Carlos Alberto Costa (ex-diretores do Galo).

Segundo o Hoje em Dia apurou com um conselheiro que não tinha a opinião ainda formada para a votação, o sim deverá vencer no dia 18 de setembro, num resultado tão aguardado pela torcida do Atlético.

Para dar prosseguimento à construção da casa própria, a diretoria do Atlético precisa do voto favorável de 2/3 do Conselho Deliberativo. Nas últimas semanas, o presidente Daniel Nepomuceno vem enviando materiais para sanar dúvidas e apresentar detalhes do projeto do Estádio, que já tem garantidos R$ 120 milhões para custear a obra na casa dos R$ 400 milhões.

O principal recurso, no entanto, é o ponto chave da votação. Vender 50,1% do Diamond Mall para a Multiplan (atual administradora do centro comercial) resultaria em mais R$ 250 milhões alavancados, faltando R$ 40 milhões da venda de parte das cadeiras cativas, das quais o BMG já garantiu ao Galo que comprará 60% - R$ 60 milhões.