Menos de uma hora do decreto da eliminação do Atlético na Copa Libertadores, o presidente Daniel Nepomuceno sentou ao lado do técnico Rogério Micale para a entrevista coletiva pós-jogo. Dando "a cara à tapa", como ele mesmo afirmou, o mandatário do Galo já projetou recuperação no único torneio que resta ao clube. E mal saiu do torneio, o Atlético já tem obrigação de se classificar para a edição 2018.

"É obrigação. São cinco anos de Libertadores consecutivos, não tem como essa equipe ficar fora do G6. Até porque acabaram-se as desculpas de que não há prazo. Temos agora que aproveitar esse calendário que agora só vai ter jogos do Brasileirão. Evidente que acredito, até pelo futebol apresentado agora. Com tudo que aconteceu de errado, temos futebol para ficar no G6", afirmou Nepomuceno.

Para tanto, o Galo terá de fazer um segundo turno do Brasileirão de pronta recuperação. Na primeira metade do torneio, acabou na 15ª colocação (foi ultrapassado pela Ponte Preta nesta quarta, em jogo adiado da 17ª rodada). O momento do alvinegro no Brasileiro é bem negativo, com apenas 23 pontos.

Segundo dados do Departamento de Matemática da UFMG, o Galo tem hoje 9% de chances de G6. Além disso, a pontuação segura para conquistar a vaga é de 60 pontos. Ou seja, o Galo teria de somar mais 37 pontos no segundo turno, em 57 possíveis, apresentando 65% de aproveitamento na segunda metade do BR17.

Sobre a saída do clube na Libertadores diante do Jorge Wilstermann, Nepomuceno ressaltou sua decepção, citando inclusive o "investimento que foi feito". Ainda agradeceu a presença da torcida, que compareceu apenas em 50% da capacidade do Mineirão.

"Quem não esperava sou eu. Pelo investimento que foi feito. Respondendo algumas perguntas: tenho que agradecer quem veio ao Mineirão e apoiou até o último minuto. E que está acostumado a grandes viradas e apoiou até o final. E segundo que nunca fugi da responsabilidade.