O que é possível fazer em 180 minutos? No caso da URT, este é o tempo que falta para o clube de Patos de Minas realizar o sonho de garantir vaga na Série C do Campeonato Brasileiro.

Classificada para as quartas de final da competição após ter superado o Villa Nova no último domingo (30) – o empate em 1 a 1 garantiu o time do técnico Rodrigo Santana na disputa –, o Pato agora terá pela frente o Globo-RN, que despachou o Guarany de Sobral-CE.

Caso consiga superar o time potiguar, o atual bi-campeão do interior no Campeonato Mineiro estará garantido automaticamente na Terceirona. A partir daí, pensar no título será apenas um “bônus” para coroar a bela campanha.

A primeira partida contra o Globo está marcada para o próximo fim de semana, no Estádio Zama Maciel. O segundo e decisivo duelo, por sua vez, acontecerá no Manoel Dantas Barretto, o Barrettão, localizado a 28 km da capital Natal.

“A principal característica do nosso time é a raça. A gente prefere assim, decidir fora de casa que é mais gostoso”, comenta o goleiro Juninho. “Esperamos a torcida no próximo jogo. O sonho está pertinho. Faltam dois apenas”, acrescenta o camisa 1 da URT.

Nos outros confrontos das quartas, o Juazeirense-BA enfrenta o tradicional América-RN; o Maranhão tem pela frente o Operário-PR; e, por fim, o São José-RS encara o Atlético-AC.

Adrenalina

Para sobreviver na Terceira Divisão, a URT precisou “matar um Leão” em Nova Lima. A missão, concluída com sucesso, reservou adrenalina, tensão e sentimentos distintos no Alçapão do Bonfim.

Após o empate sem gols em casa e precisando balançar as redes no duelo da volta, a URT partiu para cima do Villa e acuou o mandante em seu território. 

Como prêmio pela ousadia, o time de Patos alcançou o gol aos 31 minutos do primeiro tempo, pelos pés de Rafael Oller.

Mesmo com o empate do alvirrubro, após cobrança de pênalti do zagueiro Rafael Vitor, os visitantes seguiram com mais posse de bola e, sem muitos sustos, levaram o placar favorável até o apito final.

Revoltados com a eliminação, muitos torcedores do Villa deram mau exemplo. Copos, latas, garrafas e outros objetos foram arremessados no campo (sem atingir ninguém), jogadores foram hostilizados, e, na porta do vestiário, vários adeptos tentaram ultrapassá-la para chegar aos atletas, sem sucesso.