O Atlético-PR conseguiu desmontar toda a estrutura da fase final da Liga Mundial de Vôlei a tempo de receber a partida de futebol diante do Grêmio na noite desta quarta-feira (12), pelo Campeonato Brasileiro. Ao todo, foram 28 horas de trabalho para retirar mil toneladas de equipamentos, incluindo arquibancadas e a própria quadra que recebeu a final entre Brasil e França, vencedora do torneio.

Os trabalhos começaram às 2 horas da madrugada de domingo e se estenderam até as 6h da manhã de segunda-feira (10). "O processo não pode ter falhas, pois a tabela não pode ser adiada. Tivemos um parametrização clara, com cronograma fechado", explica Luiz Volpato, diretor de projetos do Atlético-PR.

A realização da final foi um teste também para a qualidade do gramado sintético. O período de 16 dias foi o maior tempo de cobertura desde a adoção do piso. Após a retirada dos equipamentos, o gramado passou por um processo de irrigação e escovação.

"Não dá para dimensionar os benefícios do evento para a marca, a cidade e também para o estado. Os técnicos, jogadores estrangeiros, a comissão da FIVB e CVB elogiaram a estrutura. É uma consolidação para o estádio", avalia Volpato.

Por outro lado, a fase final da Liga Mundial incomodou os torcedores do Atlético, pois a equipe não pôde atuar no seu próprio estádio no jogo das oitavas de final da Libertadores. Jogando na Vila Capanema, o clube foi derrotado pelo Santos por 3 a 2. Os organizadores explicam que a arena foi definida como palco das finais do vôlei meses antes da definição do calendário do torneio de futebol.

O próximo evento na Arena da Baixada será uma atração religiosa, no dia 29 de julho, e que deve atrair 52 mil pessoas. O encontro não vai comprometer a agenda da equipe, que joga com o Vasco no dia 30 de julho, fora de casa.