Atlético e Cruzeiro entram em campo nesta quarta-feira (12), para a virada do primeiro terço da Série A do Campeonato Brasileiro, vivendo momentos de depressão.

Concluídas as partidas de amanhã, estarão completas 13 das 38 rodadas da competição. Ambos com 17 pontos, os rivais aparecem a 15 do líder Corinthians naquela que é a maior diferença de um clube mineiro para o primeiro colocado da Primeira Divisão nacional nesta altura da competição. Isso considerando as edições com 20 equipes, disputadas desde 2006 (veja os gráficos abaixo).

O Galo abre a rodada recebendo o Santos, às 19h30, no Independência. Já a Raposa entra em campo mais tarde, para encarar o Atlético-PR, às 21h45, na Arena da Baixada, em Curitiba.

Nas últimas 11 edições da Série A, a 13ª rodada começou por cinco vezes com um dos mineiros na liderança. O Atlético estava na ponta em 2009, 2012 e 2015, mas não conseguiu se manter no topo e levantar a taça.

No bicampeonato brasileiro do Cruzeiro, em 2013 e 2014, o time comandado pelo então técnico Marcelo Oliveira já era líder neste momento da campanha. Em outras três oportunidades (2006, 2007 e 2008), a equipe celeste entrou na rodada que encerra o primeiro terço do Brasileirão dentro do G-4, colada no líder da competição.

O returno é mais difícil. Os objetivos já estão determinados, e tem o cansaço. O problema é que o Corinthians não deverá ter o cansaço, pois ele pode abrir mão da Sul-Americana”

Gilcione Nonato da Costa

Taça difícil

Os 88,89% de aproveitamento do Corinthians nas primeiras 12 rodadas deste Brasileiro, projetados para o restante da competição, significariam 101 pontos, uma marca “irreal” para um sistema em que 114 pontos estão em disputa.

“Estou surpreso com a pontuação do Corinthians. Ele destoa do equilíbrio do campeonato. Está focado no Brasileirão, ao contrário dos demais times. Isso é uma vantagem que só ele tem. Pode abrir mão da Sul-Americana, pois a vaga na Libertadores é praticamente uma certeza. Se mantiver esse rendimento até o fim do turno, ele praticamente vai jogar o returno para fazer 20 pontos e ser campeão”, analisa o professor Gilcione Nonato da Costa, do Departamento de Matemática da UFMG, que mantém o site Probabilidades no Futebol.

Dentro dessa realidade corintiana, Gilcione revela que as situações de Cruzeiro e Atlético são bem complicadas, quando se pensa em chance de título.

“Na análise das últimas dez rodadas, um bom time faz por volta de 22 pontos. O Corinthians fez 28. O Flamengo, o segundo melhor, tem 19. Se o Corinthians cair para 18, por exemplo, faltarão rodadas para Atlético e Cruzeiro poderem ultrapassá-lo, isso se conseguirem os 22 pontos. Portanto, o único caminho seria uma queda corintiana e desempenhos bem acima dos mineiros, em relação aos atuais”, afirma o professor da UFMG.

Traumas

Neste desafio de campanhas perfeitas daqui para a frente, Galo e Raposa precisam começar a superar hoje seus maiores traumas neste Brasileirão.
 
O do alvinegro é jogar no Independência, pois o time de Roger Machado é apenas o 16º colocado numa classificação em que se consideram apenas os resultados como mandante.

Já o time celeste é apenas o 14º colocado entre os visitantes. A equipe do técnico Mano Menezes saiu derrotada de campo nas últimas quatro partidas disputadas longe de Belo Horizonte (Bahia, Corinthians, Ponte Preta e Atlético).

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