A finalíssima do Campeonato Mineiro foi decisiva para o presidente do Atlético, Sérgio Sette Câmara, desistir de uma ideia por ele incentivada nos próximos embates entre Galo e Cruzeiro a partir do Brasileirão: clássicos de torcidas igualmente divididas. Mas não acontecerá mais, ao menos, em 2018.

No Troféu Globo Minas, ao jornal O Tempo, o mandatário alvinegro já havia advertido que o clássico dividido era ideia descartada, ao mesmo tempo em que o colega de cargo da Raposa, Wágner Pires de Sá, acreditava em contornar as reclamações de tratamento do Galo na vitória celeste por 2 a 0 - o meia-atacante Luan chegou a ser empurrado da escada quando descia do túnel de acesso ao gramado, por um torcedor.

Entretanto, o clássico do primeiro turno do Campeonato Brasileiro será mesmo no Estádio Independência, o que impede a possibilidade do retorno do clássico dividido. No Horto, é impossível fazer a divisão igualitária utilizando os três lances de setor. No próximo sábado, haverá "90%" de atleticanos, contra 1.871 ingressos destinados aos cruzeirenses.

A ideia que levou euforia ao futebol mineiro, feita nas cabeças dos dois presidentes de Atlético e Cruzeiro, era de realizar os próximos clássicos sempre no Mineirão, com 30 mil atleticanos de um lado, e 30 mil cruzeirenses de outro. Seria feito tal ação a partir deste jogo de sábado (19).

Porém, Sette Câmara teria até o fim desta segunda-feira (14), para solicitar à CBF a mudança do local da partida, que foi marcado pela entidade que rege o futebol brasileiro como Independência desde a construção da tabela do Brasileirão. São cinco dias de antecedência o prazo para o clube mandante solicitar a transferência do mando de campo, desde que o novo estádio esteja na mesma praça (cidade) do palco original.

O Atlético, através da assessoria de imprensa, confirmou que não irá mudar o jogo para o Mineirão, mantendo-o no Horto e impedindo a volta do clássico de torcida dividida, realizado pela última vez numa partida da esquecida Primeira Liga, em fevereiro de 2017.