Não conseguir balançar as redes do Mineirão na quarta-feira (9), diante do Jorge Wilstermann; e ver a vantagem do primeiro jogo das quartas de final da Copa do Brasil ser vaporizada num espaço de 15 dias doeu na alma atleticana. Duas eliminações em duas semanas que abala e também retumba nos cofres do Atlético.

Com a não ida para as quartas de final da Copa Libertadores e impossibilidade de enfrentar o Flamengo nas semifinais da Copa do Brasil, o Galo deixou de receber R$ 4,5 milhões de premiação por tais avanços que não aconteceram. 

Deste montante, R$ 3 milhões escaparam das mãos alvinegras diante do Wilstermann, no 0 a 0 em Belo Horizonte após a derrota de 1 a 0 em Cochambamba. O outro R$ 1,5 milhão é a cota que a CBF pagaria ao Atlético se vencesse o Botafogo nas quartas da Copa do Brasil. 

Há 15 dias, na estreia do técnico Rogério Micale, o Galo perdeu por 3 a 0 no Engenhão, quando havia vencido o Botafogo por 1 a 0 na ida, em Belo Horizonte. Agora, o Atlético tem apenas o Campeonato Brasileiro pela frente, e a esquecida Primeira Liga, onde enfrentará o Internacional no mata-mata.

Num momento de crise, Micale se diz esperançoso em reerguer o Atlético em 2017. Mesmo que some apenas uma vitória nos primeiros cinco jogos a frente do alvinegro mineiro, com três derrotas e um empate. 

"Eu estou aqui há 15 dias, eu acho que o clube tem virtudes, acho que passa por um momento emocional difícil, ruim, não é possível que vi outro jogo. Vi um domínio no 1º tempo, tentativa no 2º tempo. Como treinador, tenho que ter frieza para avaliar. Estou no barco, assumi, vim para cá acreditando que poderíamos fazer algo", disse o técnico.