A ascensão apresentada pelo Avaí neste começo de segundo turno do Campeonato Brasileiro serve de referência para o Atlético decolar de vez na tabela da competição. O Galo, no próximo domingo, irá enfrentar o time catarinense, que lidera a segunda metade do Campeonato Brasileiro.

Se o Corinthians parece ter perdido o fôlego da campanha irreparável no primeiro turno, o Avaí não perdeu nas quatro últimas rodadas. Foram três vitórias e um empate. 10 pontos conquistados. O Atlético não fica muito atrás nesta campanha de returno. Mais do que isso, tem como aliada, para o confronto no Estádio da Ressacada, a campanha de visitante.

Somente o líder Corinthians e o vice-colocado Grêmio roubaram mais pontos fora de casa do que o Atlético. O Galo compensa o pior aproveitamento em casa da sua história na era dos pontos corridos (33,3%) com 18 pontos em 11 jogos longe de BH.

“O jogo vai se desenrolar da maneira na qual iremos comportar dentro de campo.  Eles têm a melhor campanha do segundo turno, venceram fora de casa (Sport Recife). Queremos freá-los até para almejar a ponta do returno”, disse o capitão Léo Silva. 

SÓ UMA MUDANÇA
O técnico Rogério Micale voltou a comandar um treinamento na Cidade do Galo na tarde de quarta-feira (13) com apenas uma modificação em relação ao time que enfrentou o Palmeiras. Marcos Rocha, antes suspenso, retomou o posto de lateral-direito titular, mandando Alex Silva de volta ao banco. O restante da equipe foi a mesma que empatou em 1 a 1 no Independência.

Durante a atividade, o atacante Clayton - que não entrou em campo diante do alviverde paulista - foi bastante utilizado na equipe titular do treino, sendo uma espécie de 12º jogador. Entrou na vaga do centroavante Fred, depois substituiu Luan e Cazares.
O equatoriano, inclusive, voltou de virose e participou normalmente no treino no CT alvinegro. 

INVENCIBILIDADE
Enfrentar o Avaí vem sendo sinônimo de sucesso para o Atlético. A última vez que o Galo sucumbiu diante do Leão de Santa Catarina foi em 2006, pela Segunda Divisão do Brasileiro (derrota de 2x0). 

De lá para cá, foram 12 jogos, com nove vitórias (sendo sete de forma consecutiva) e três empates. O triunfo mais recente foi no 1º turno, com gol solitário de Fred, hoje sob jejum de sete jogos sem marcar.