Não foi um vexame como o de 20 anos atrás, quando também num sábado de Carnaval a Caldense fez 5 a 2 no Atlético em pleno Independência. Mas os 2 a 1, de virada, aplicados pela Veterana sobre o Galo, no mesmo Horto, neste sábado (10), pela 6ª rodada da fase classificatória do Campeonato Mineiro, tiveram o mesmo efeito que a lavada de duas décadas atrás.

Isso porque num momento de crise, como o Atlético ultrapassa, o que existe de mais importante é tentar interromper os efeitos negativos. Mas a apresentação do time do técnico interino Thiago Larghi na tarde deste sábado colocou foi mais lenha na fogueira alvinegra, que já ardia antes mesmo de a bola rolar no Independência.

E isso ficou claro pelo recado que veio das cadeiras do Horto. “Eu quero é raça, do time todo”, gritou a Massa antes mesmo que Rônei Cândido Alves iniciasse o confronto.

A primeira impressão foi até positiva. Comandado pelo atacante Érik, que parece ter sido o único a entender o recado do presidente, Sérgio Sette Câmara, e do diretor de futebol, Alexandre Gallo, de que o Atlético precisa voltar a jogar com intensidade, o Galo, apesar de tomar um susto logo aos seis minutos, conseguiu se impor à Caldense e quando abriu o placar, com Ricardo Oliveira, após assistência de Érik, aos 26 minutos, já merecia a vantagem.

A partir do empate da Caldense, aos 38 minutos, o jogo mudou. A ansiedade, associada à falta de qualidade de alguns jogadores, desenhou o enredo de uma tarde difícil para o Atlético.

Na etapa final, a pressão atleticana existiu, mas sem a menor organização. A Caldense se arriscou menos que no primeiro tempo, mas aos 39 minutos, num contra-ataque perfeito, Potita escorou para o gol vazio e aumentou o cenário de crise no Horto.

“Time sem vergonha” e “Queremos jogador” foram as reações da toricda. A do Atlético praticamente não existiu, até pela carência de tempo. E o Galo, que Alexandre Gallo garantiu ser um time competitivo e de bom nível, amargou mais um fracasso num início de temporada que começa marcada pela decepção da Massa.

E a classificação é a prova matemática disso, Com apenas oito pontos ganhos em 18 disputados no Estadual, o Atlético é quarto colocado, atrás de Cruzeiro (16), América (13) e Villa Nova (9).

Na próxima rodada, o Galo faz o clássico contra o América, domingo (17), no Independência. E estará obrigado a vencer, pois até um empate deixa o time praticamente sem chances de brigar pelas duas primeiras posições, que garantem vantagem nas quartas de final e semifinal do Campeonato Mineiro.

ATLÉTICO 1

Victor; Carlos César, Maidana, Felipe Santana e Fábio Santos; Adilson e Elias (Carlos); Otero (Marco Túlio), Cazares (Luan) e Érik; Ricardo Oliveira.

Técnico: Thiago Larghi

CALDENSE 2

Omar; Feijão, Marcelinho, Robinho (Davy Einstein) e Jhonathan; Jean, Arilson, Fernandinho (Charles) e Anderson Rosa; Juninho e Neílson (Potita).

Técnico: Roberto Fonseca

DATA: 9 de fevereiro de 2018

LOCAL: Estádio Independência

CIDADE: Belo Horizonte

MOTIVO: 6ª rodada do Campeonato Mineiro
GOLS: Ricardo Oliveira, aos 26, e Neílson, aos 38 minutos do primeiro tempo; Potita, aos 39

ARBITRAGEM: Ronei Cândido Alves, auxiliado por Douglas Almeida Costa e Marcyano da Silva Vicente

CARTÕES AMARELOS: Adilson e Cazares (Atlético); Jhonathan, Feijão, Juninho e Omar (Caldense)

PÚBLICO: 17.619

RENDA: R$ 137.326,00