Ronaldinho Gaúcho se apropriou de um velho ditado para dar uma reviravolta na carreira. No Atlético, o craque provou que “dinheiro não traz felicidade” no mundo da bola. Mesmo recebendo R$ 300 mil por mês – “apenas” 25% dos R$ 1,25 milhão que embolsava no Flamengo –, R49 recuperou o prazer de jogar no Campeonato Brasileiro.

E o meia pode coroar o “renascimento” justamente contra o clube que deixou pelas portas dos fundos, tachado de ex-atleta e mercenário.

Se Ronaldinho brilhar e o Galo bater o Rubro-Negro, às 21h50, no Independência, pela 33ª rodada, nesta quarta, o alvinegro se garantirá na Copa Libertadores de 2013, após 12 anos da última participação.

De quebra, o Atlético seguirá na briga pelo título da Série A, pois a vantagem do líder Fluminense (com 72 pontos) cairia para seis pontos.

Leilão pelo craque

Após um verdadeiro “leilão”, que envolveu Grêmio e Palmeiras, o Flamengo apresentou oficialmente o armador no dia 12 de janeiro de 2011, numa Gávea lotada.

Os 20 mil torcedores presentes vibraram ao ver o Gaúcho vestir a camisa 10, eternizada pelo ídolo Zico, ao som dos sambistas Ivo Meireles e Diogo Nogueira.

Porém, o caso de amor durou menos de um ano e meio. Ronaldinho foi campeão Estadual pelo Urubu e teve boas exibições no Brasileirão de 2011.

Só que a relação começou a ruir quando suspeitas de indisciplina vieram à tona. O então R10 passou a ser visto constantemente nas casas noturnas do Rio e caiu de rendimento. O atraso no pagamento dos salários, mantidos pelo clube e uma empresa parceira, acabou de vez com o clima do craque no time carioca.

No fim de maio deste ano, Ronaldinho entrou na Justiça cobrando seus direitos e abandonou o Fla.

Em retaliação, a diretoria rubro-negra soltou um vídeo em que o jogador dormia no quarto de uma mulher na concentração, durante a pré-temporada, em janeiro, na cidade de Londrina (PR) e divulgou outras supostas indisciplinas do jogador, aumentando a animosidade entre as partes.