É muito difícil – para não dizer impossível – encontrar uma “seleção ideal” da Copa do Mundo de 2018 na qual não apareçam o meia croata Luka Modrić e o centroavante inglês Harry Kane, capitães e protagonistas absolutos de suas respectivas seleções.

O brilho isolado desses dois jogadores é uma realidade que diferencia em muito a segunda semifinal do Mundial, a ser disputada nesta quarta-feira (11), às 15h, na comparação com o duelo de ontem entre França e Bélgica, no qual os holofotes estavam distribuídos entre diversos astros em campo.

Seria injusto concluir, porém, que o armador eslavo e o artilheiro britânico chegaram até aqui apenas pelos próprios méritos. Durante o torneio, ainda que de maneira mais discreta, alguns dos coadjuvantes também assumiram para si papéis decisivos nas classificações das equipes.

Um exemplo disso é a entrega do prêmio Man of the Match ("Homem do Jogo") ao volante croata Milan Badelj, na vitória por 2 a 1 sobre a Islândia pela primeira fase, e ao goleiro inglês Jordan Pickford, no triunfo de 2 a 0 contra a Suécia nas quartas de final.

No time eslavo, um destaque ainda mais óbvio é o goleiro Danijel Subasić, herói nas disputas de pênaltis contra Dinamarca e Rússia (oitavas e quartas de final, respectivamente), com um total de quatro defesas.

Já na campanha britânica, ganhou notoriedade o lateral-direito Kieran Trippier, eleito pela tradicional Agência Reuters como o melhor atleta da posição na fase de grupos.

Números

Outros jogadores dentre os esperados em campo no confronto de hoje também se destacam em algumas estatísticas deste Mundial.

Na Croácia, têm chamado atenção as exibições do atacante Ante Rebić. Caracterizado pela grande potência física e a vantagem em praticamente todas as disputas “mano a mano”, o camisa 18 chegou a esta fase como o segundo jogador dentre os semifinalistas que mais sofreu faltas (nove), só atrás do francês Kylian Mbappé (dez).

Quem também participa muito na criação de jogadas ofensivas da seleção quadriculada é Ivan Perisić, com 13 finalizações, atrás apenas do francês Antoine Griezmann (14) antes das semifinais.

Na Inglaterra, merecem ser realçados os dois gols marcados pelo zagueiro John Stones. Enquanto os promissores Jesse Lingard e Dele Alli balançaram a rede apenas uma vez cada e Raheem Sterling ainda vive um jejum na Copa, o defensor aparece até aqui como o surpreendente vice-artilheiro dos Três Leões.

'Zebras'

Os elencos de Croácia e Inglaterra não estavam entre os favoritos antes da abertura do Mundial. A seleção de Modrić tentar chegar à primeira final na história, enquanto a de Kane só alcançou a decisão em 1966, quando conquistou o título como anfitriã.