O Bauru continua vivo na busca por seu primeiro título do NBB, o Novo Basquete Brasil. Mesmo jogando fora de casa neste sábado, a equipe do técnico Demétrius Ferracciú conseguiu derrotar o jovem time do Paulistano por 81 a 64, no Ginásio Wlamir Marques, em São Paulo, e igualou a série final em 2 a 2, depois de estar perdendo por 2 a 0. Com o resultado, o novo campeão brasileiro de basquete será conhecido no próximo sábado, às 14h30, em jogo marcado para o Ginásio Mário Covas, em Botucatu.

Independentemente do vencedor, o campeão colocará fim ao domínio de Flamengo (2009, 2013, 2014, 2015 e 2016) e Brasília (2010, 2011 e 2012), que ficaram com o título nas sete edições da competição disputadas até hoje.

Jogando contra o time com média de idade mais baixo da história (21,9 anos), o Bauru contou com sua larga experiência em momentos de decisão para ganhar o jogo. Se no último confronto entre as duas equipes o destaque foi Léo Meindl, desta vez coube a Gui Deodato, 22 pontos, e a Alex Garcia, 24 pontos, o comando das ações.

Sabendo que uma derrota poderia significar mais um vice-campeonato, o Bauru tomou conta dos primeiros minutos de jogo, principalmente com o ala Jefferson, que terminou o primeiro quarto com oito pontos. Foi apenas quando o técnico Gustavo de Conti pediu tempo que o Paulistano começou a jogar e, sob o comando do pivô argentino Hure, conseguiu terminar com vantagem: 19 a 17.

Mas a reação do time da capital paulista foi interrompido com a lesão de Lucas Dias. Decisivo na vitória do Paulistano no Jogo 2, na casa do adversário, o ala-pivô teve que deixar a quadra carregado. Aproveitando o bom momento, principalmente do ala Gui Deodato, que marcou dez pontos o Bauru apenas no segundo quarto. Assim, a partida foi para o intervalo com cinco pontos de vantagem para a equipe do interior do Estado de São Paulo.

No retorno dos times à quadra, Gui Deodato ganhou a parceria do veterano Alex Garcia no protagonismo. A dupla fez 18 dos 22 pontos do Bauru no terceiro quarto e freou o ímpeto do time mandante. Com desvantagem de 10 pontos no placar, o Paulistano não conseguiu ser efetivo no ataque e, na tentativa de acelerar a velocidade em quadra, ainda viu o adversário aumentar a vantagem nos contra-ataques.

O PALCO DO JOGO - Entre as 6.500 pessoas presentes nas arquibancadas do Ginásio Wlamir Marques, localizado no Parque São Jorge, casa do Corinthians, foi possível ver muitas camisas do atual líder do Campeonato Brasileiro. Cientes desta ajuda extra, os dois clubes tentaram ganhar o apoio da torcida alvinegra antes de a bola subir.

O Bauru chegou até a mudar a cor de sua camisa para o jogo: "Em respeito à história do basquete do Corinthians, jogaremos de preto", publicou o perfil do time no Twitter. Pelo lado do Paulistano, o armador da seleção brasileira Marcelinho Huertas fez lobby para o time onde foi revelado publicando uma foto no Instagram com a camisa do Corinthians e pedindo torcida para seus "dois times do coração".

Curiosamente, o Ginásio Wlamir Marques foi palco do último título paulista no Campeonato Brasileiro de Basquete, em 1996. Naquela oportunidade, o Corinthians, que tinha Oscar Schmidt como principal jogador, superou o Corinthians de Santa Cruz do Sul por 101 a 96 e fechou a série em 3 a 1. Com o ginásio lotado, a equipe contou com 30 pontos do "Mão Santa" para ser campeã.

A ESTRADA ATÉ A DECISÃO - A chegada das duas equipes na grande decisão pode ser considerada uma surpresa. Pela primeira na história do NBB, os quatro times que tiveram melhor desempenho na fase classificatória foram eliminadas antes da final.

O Bauru terminou a temporada regular com a quinta melhor campanha, tendo 18 vitórias e 10 derrotas, quinta melhor campanha na temporada regular. Nos playoffs passou por Macaé (3 a 0), Brasília (3 a 1) e Pinheiros (3 a 2).

Já o Paulistano terminou com a sexta posição na fase de classificação, somando 16 vitórias e 12 derrotas. Nos playoffs, passou por Basquete Cearense (3 a 2), Franca (3 a 2) e Vitória (3 a 0).