“Quando surgiu a oportunidade de jogar no América, por ser em Belo Horizonte, eu logo me animei. Achei bom, porque aqui eu fui bastante feliz no Cruzeiro. Agora, estou fazendo uma nova história”. Fã do feijão tropeiro e da cidade em que mais títulos conquistou na carreira (três ao todo), o atacante Luan curte a liderança da Série B do Campeonato Brasileiro.

E ele será peça fundamental para que a ponta seja mantida, no difícil confronto de hoje, contra o terceiro colocado Juventude, às 19h15, no estádio Alfredo Jaconi, em Caxias do Sul (RS).

Nascido em Araras, no interior de São Paulo, o atacante de 28 anos parece se encontrar na capital mineira. Pela Raposa, conquistou um Estadual (2014) e o bicampeonato brasileiro (2013 e 2014), tendo participação importante no primeiro. No último, acabou não disputando todas as rodadas, pois se transferiu para os Emirados Árabes.

Foi no Al-Sharjah que Luan viveu o pior momento da carreira. Com uma lesão no Tendão de Aquiles, ele retornou ao Brasil para ser operado e ficou fora dos gramados por um ano e meio. “Aquele momento me deu força, fiquei focado. Nunca deixei de treinar e de batalhar”, comenta o camisa 11 do alviverde.

Emprestado pelo Palmeiras, o “homem-gol” defendeu o RB Brasil no Campeonato Paulista. Em Minas desde maio, ele tem participação direta na boa fase do Coelho na Série B.

"Estou feliz demais com o time e pretendo conseguir logo o acesso. O Enderson (Moreira, técnico) brinca que não tem time titular. Quem entra dá conta do recado. Ele tem um time na cabeça que vem dando certo”, observa o jogador, pai do Henrique e do Lorran.


 

 

Diferencial

Além do pagode no vestiário, que ajuda a manter a união dos jogadores, Luan vê no preparo físico a chave do sucesso do Coelho na Série B. Dos 21 gols marcados pela equipe de Enderson Moreira até o momento, 13 aconteceram nos 15 minutos finais dos dois tempos (seis no primeiro e sete no segundo).

“Chega uma parte do jogo na qual o adversário começa a cair e a gente mantém o ritmo, tanto na defesa, quanto no ataque”, comenta o atacante.

“No jogo contra o ABC (vitória por 1 a 0), no fim, eles estavam com cãibra, se arrastando, e a gente seguia inteiro. Nos momentos finais, conseguimos dar um gás a mais”, acrescenta o grandalhão de 1,86 m.

Apesar do ótimo momento do Coelho na Segundona, o discurso no clube é o mesmo. Para Luan e os demais atletas, manter a humildade e os pés nos chão é mais que obrigação. 

“Vai ficar mais difícil de jogar, porque estamos visados. Temos que manter a tranquilidade, sempre focados e com os pés no chão para conseguirmos nosso objetivo”, finaliza.