A negociação entre Cruzeiro e Boca Juniors-ARG se arrasta, e o futuro de Ramón Ábila, pelo menos até o fechamento da janela de transferências internacionais - equipes brasileiras só pdem fechar negócio até esta quinta-feira (19) - segue como uma incógnita. Detalhes burocráticos emperram o negócio, já que o clube argentino não abre mão de algumas premissas e a diretoria cruzeirense não aceita liberar Wanchope sem contrapartidas interessantes. 

Segundo apurou o Hoje em Dia, o que impede a negociação de ser concretizada nesse momento é a condição do empréstimo dos jogadores do Boca Juniors-ARG ao Cruzeiro. A direção Xeneize não aceita incluir porcentagem dos direitos econômicos de Marcelo "Chelo" Torres na negociação, e em relação a Alexis Messidoro, os argentinos estipularam uma taxa de vitrine bem abaixo daquela que os dirigentes celestes entendem como viável. Detalhes importantes que impedem o acerto entre as partes.

 Além disso, o Cruzeiro deseja faturar com uma futura venda de Ábila, detalhe que os representantes do Boca Juniors-ARG também não estão aptos a aceitar. 

Palavra do empresário

Segundo Adrián Ruocco, representante de Ramón Ábila, há a possibilidade de a negociação não ser concretizada. No entanto, esse não é o pensamento de ambas as partes, principalmente a do agente, que deseja ver o seu atleta jogando regularmente. Já o Cruzeiro pretende negociar o jogador para evitar que uma futura cobrança chegue ao clube. Em dezembro a Raposa terá que comprar os outros 50% do atacante, sendo que ainda nem quitou o pagamento da primeira metade. 

Ábila teve 50% dos seus direitos econômicos adquiridos em julho de 2016 por aproximadamente R$ 13 milhões. O Cruzeiro já desembolsou R$ 8,53 milhões (algo me torno de US$ 2,7 milhões), e não havia pago o restante, o que motivou o Huracán-ARG, que detém a outra parcela do atacante, a acionar o clube brasileiro na Fifa.