Os desafios mais difíceis após três meses de disputa da temporada 2018 deixam em atleticanos e cruzeirenses o medo de que seus times atuais sejam espelhos de equipes do respectivo rival que fracassaram num passado recente. 

Com austeridade financeira e deixando de apostar em medalhões, numa ciranda iniciada em 2012, e que tem como marco a chegada de Ronaldinho Gaúcho à Cidade do Galo, o Atlético vive neste ano situação idêntica à do Cruzeiro em 2015, quando o time bicampeão brasileiro foi desmontado, por questões financeiras, e a Raposa amargou uma temporada de decepções.

Atlético

O time fracassou no Campeonato Mineiro, na Copa do Brasil, na Libertadores e quase foi rebaixado para a Série B do Brasileiro. 
Isso só foi evitado no returno da competição, quando Mano Menezes chegou à Toca da Raposa II, substituindo Vanderlei Luxemburgo, e conseguiu fazer com que um time limitado desse uma arrancada na reta final da competição. O desafio alvinegro é se recuperar logo para evitar tal sofrimento vivido pelo rival há três anos.

O Cruzeiro, que empolgou sua torcida no início do ano com a montagem de um grupo forte, pelo menos no papel, terá como tarefa impedir que a equipe atual seja um espelho do Atlético de 2017, pois no ano passado o Galo estava presente em qualquer lista de favoritos aos principais títulos, venceu o Estadual, fez uma festa gigantesca, mas depois fracassou nas principais disputas: Libertadores, Brasileirão e Copa do Brasil.

O desempenho foi tão desastroso que nem vaga na Copa Libertadores deste ano o clube conseguiu, apesar de até o oitavo colocado da Série A do ano passado ter se classificado – o Galo foi o nono. Isso interrompeu uma sequência de cinco participações consecutivas alvinegras na principal competição de clubes das Américas.

Para evitar um futuro espelhado no passado recente do rival, Atlético e Cruzeiro encaram a maratona que viverão até a parada para a Copa do Mundo, em 13 de junho, pressionados pela obrigação de alcançar grandes resultados nos torneios nacionais e internacionais.