Campo escolhido para receber as competições de golfe dos Jogos Olímpicos do Tóquio, o Kasumigaseki Country Club não parece disposto a derrubar o veto a ter mulheres como sócias. Uma solução era aguardada para esta terça-feira (7), mas o conselho diretor do clube adiou a decisão, mantendo em xeque a manutenção do local entre as sedes olímpicas de 2020.

O governador de Tóquio, Yuriko Koike, e o Comitê Olímpico Internacional (COI) já fizeram cobranças públicas para que o clube, localizado nos arredores do Saitama, revogue sua política misógina. No Kasumigaseki, mulheres não são aceitas como sócias, nem podem jogar golfe aos domingos.

Nesta terça, os 15 membros do conselho diretivo do clube se reuniram. Todos eles precisam concordar para que o estatuto interno seja alterado. Mas os dirigentes reclamam da pressão imposta. "Nós discutimos como devemos responder à medida que perguntamos aos nossos membros como eles se sentem. É extremamente irritante a situação ter acontecido tão rapidamente. Agora nós estamos confusos", disse à agência de notícias Kyodo o presidente do clube, Kiichi Kimura.

Além do governo local e do COI, também o Comitê Olímpico do Japão, a Federação Internacional de Golfe e a Associação de Golfe do Japão, entre outras entidades, já cobraram que o clube derrube as barreiras misóginas. Mas, de acordo com fontes ouvidas pelo Kyodo, alguns membros do clube estão incomodados com a pressão e não pretendem alterar o estatuto por vontades alheias.